Finanças Públicas Centeno diz que Programa de Estabilidade é "rigoroso"

Centeno diz que Programa de Estabilidade é "rigoroso"

Governo aprovou Programa de Estabilidade até 2021 e Programa Nacional de Reformas. Ministro das Finanças garante que metas do Executivo cumprem objectivos de Bruxelas e Programa de Governo.
Centeno diz que Programa de Estabilidade é "rigoroso"
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 13 de abril de 2017 às 13:36

O ministro das Finanças, Mário Centeno, defendeu esta quinta-feira que o Programa de Estabilidade que o Executivo acaba de aprovar "é um programa rigoroso". A cautela nas previsões e a sustentabilidade das metas traçadas foram aliás uma tónica presente na intervenção do governante. 

O Programa de Estabilidade é "tão rigoroso como tem sido a actuação do Governo na área orçamental", frisou o ministro das Finanças, tentando assim recolher os louros dos resultados apresentados em 2016, quando o défice baixou para 2% do PIB.

O ministro das Finanças falava na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, onde o Executivo de António Costa aprovou dois documentos - o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas. 

A Mário Centeno coube a apresentação das linhas gerais do Programa de Estabilidade - o documento mais financeiro - e a Pedro Marques, o ministro do Planeamento, coube fazer um resumo das ideias principais do Programa Nacional de Reformas.

O ministro das Finanças revelou que o Governo prevê um crescimento do PIB de 1,8% para este ano e um défice de 1,5%.  

Mário Centeno adiantou também que ao longo do cenário traçado o Governo espera cumprir "todos os requisitos" que a União Europeia coloca ao país. "O saldo orçamental melhorará em termos estruturais", disse. 


Além disso, o ministro explicou que este é um "programa que assenta em medidas que estão no Programa do Governo", de recuperação de rendimentos de promoção do investimento e melhoria da administração pública. 

 
(Notícia actualizada às 13:54)  




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mais votado Anónimo 13.04.2017

A economia não são contas de contabilista. As contas de contabilista podem-se aldrabar, manipular e martelar de diversas maneiras de modo a apresentar valores dentro dos parâmetros que bem se quiser e desejar. O que interessa e conta em economia não são estas operações meramente contabilísticas mas sim os modelos de várias variáveis que resultam em criação sustentável de valor ou em extracção insustentável do mesmo e que pesarão sempre sobre os níveis futuros de sustentabilidade de um Estado, competitividade de uma economia e equidade de uma sociedade. Contas de merceeiro favoráveis e escrituração self-service muito bonitinha até os maiores esquemas Ponzi ou as maiores burlas na história das fraudes económico-financeiras da humanidade souberam produzir... enquanto deu. Muitas vezes sem sequer violar qualquer regra ou norma contabilística que seja.

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Carlos Silva 13.04.2017

Por alguns comentários, ainda existem pessoas que acreditam no pai Natal. Mas alguém no seu pleno juízo acredita que Portugal em 4 anos passa de um défice de 2% para um exedente? Com um crescimento inferior a 3% e um desemprego superior a 5%? E as reformas estruturais?

Anónimo 13.04.2017

Deem as voltas e cambalhotas todas que quiserem dar mais os sindicatos e os marxistas, mais os keynesianos, os bancários resgatados, os excedentários de carreira e os luditas. O excedentarismo e a rigidez do mercado laboral têm que acabar ou o país vai à bancarrota ou transforma-se numa sociedade esclavagista em pleno Século XXI na Europa Ocidental.

surpreso 13.04.2017

Excelente trabalho de António Costa o melhor PM de sempre de Portugal.

Anónimo 13.04.2017

Numa altura em que a maioria do tipo de empregos prevalecentes na economia portuguesa está prestes a ser amplamente automatizada por via das inovadoras soluções, extremamente económicas e eficientes, já disponíveis no mercado global, é forçoso saber alertar para mais este erro de estratégia e planeamento que é querer garantir a fantasia verdadeiramente lunática das carreiras e empregos intocáveis e para toda vida, e ao mesmo tempo decretar múltiplos aumentos salariais. É que se elevassem um pouco os salários por via legislativa e regulatória, mas deixassem despedir excedentários num mercado laboral flexível no sector público e privado, tudo bem. A automação levada a cabo num racional e oportuno processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital, dar-se-ia, elevando assim todos os mais cruciais padrões e indicadores económicos da economia portuguesa. Mas impedir o despedimento é condenar mais uma vez a economia portuguesa ao empobrecimento e fracasso.

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