Função Pública Centeno: Funcionários do Serviço Nacional de Saúde cresceram 7%

Centeno: Funcionários do Serviço Nacional de Saúde cresceram 7%

O ministro das Finanças defendeu no Parlamento o reforço de pessoal nos sectores da Saúde e da Educação, sustentando que o compromisso de redução de funcionários não põe em causa a política do Governo nestas áreas.
Centeno: Funcionários do Serviço Nacional de Saúde cresceram 7%
Catarina Almeida Pereira 20 de dezembro de 2017 às 12:25

O número de funcionários do Serviço Nacional de Saúde cresceu 7% desde o final de 2014, de acordo com os dados divulgados pelo ministro das Finanças, que assim se defende das críticas feitas ao facto de o Governo estar a falhar a meta de redução de funcionários.

"Face ao final de 2014 temos mais 10% de médicos, 13% de médicos internos, 11% de enfermeiros, 6% de técnicos diagnóstico, 4% de assistentes operacionais", disse Mário Centeno, no Parlamento, concluindo que há "um crescimento de 7% do número de trabalhadores do serviço nacional de saúde". "Há muito mais consultas, mais cirurgias, mais serviço público para os cidadãos".

Também na Educação, "há mais cinco mil professores contados como equivalente em tempo integral. Mas isso foi feito porque há uma política da Educação assente no reforço do pessoal nas áreas geográficas onde havia mais necessidade e isso implicou um aumento do número de funcionários públicos", afirmou Centeno, na comissão de Trabalho e Administração Pública, onde está a ser ouvido esta quarta-feira, 20 de Dezembro.

Em resposta às questões do deputado do CDS António Carlos Monteiro, que confrontou o Governo com o facto de o número de funcionários continuar a aumentar, Mário Centeno sustentou que os compromissos assumidos com a Comissão Europeia para a redução do número de funcionários devem ser analisados com base no número de aposentações e não de saídas.

"Estas taxas de rotação estabelecem-se na base das aposentações. A regra que foi assumida foi assente nas aposentações: por cada dois aposentados apenas era contratado um", afirmou o ministro. O que Mário Centeno não explicou é se o número total de saídas da administração pública se afasta muito do número de aposentações.

O que os dados mostram é que, globalmente, o número de funcionários tem vindo a subir.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Os 4% de crescimento no número de assistentes operacionais, em especial pessoal administrativo, quando se sabe que 50% já não são precisos no serviço, é que é preocupante. De resto tudo bem. No Reino Unido, após o início das necessárias e muito acertadas reestruturações, existiam em 2016 menos 6100 administrativos e mais 30000 colaboradores clínicos do que em 2010. E asseguro que o número de 6100 já cresceu entretanto... "A Department of Health spokesman said: “We expect all parts of the NHS to have safe staffing levels – making sure they have the right staff, in the right place, at the right time.” He said the NHS now employed 6,100 fewer managers and almost 30,000 more clinical staff than in 2010." https://www.theguardian.com/society/2016/jan/29/hospitals-told-cut-staff-nhs-cash-crisis

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pertinaz Há 3 semanas

...E DEPOIS NÃO HÁ DINHEIRO PARA PAGAR AOS FORNECEDORES...!!!

Anónimo Há 3 semanas

Na Austrália ainda há pouco tempo foi assim... Despediram centenas de colaboradores em excesso nos hospitais the Perth.E isto é apenas um entre tantos exemplos que nos vão chegando do mundo mais desenvolvido. Outras realidades económico-sociais é facto. A começar pela realidade político-legal. Mas Portugal poderia fazer um pouco melhor do que aquilo que faz em relação a este flagelo que tanto estorvo e dano causa ao seu desenvolvimento económico e progresso social. "Jobs to go at overstaffed Perth hospitals to contain costs, Premier Colin Barnett says" www.abc.net.au/news/2015-10-21/jobs-to-go-at-perth-hospitals/6872952

Mr.Tuga Há 3 semanas

Este IRRERSPONSAVEL DESPESISTA diz isto com uma tranquilidade....

Não deveria ser ao CONTRARIO!? Reduzir o "estado?" OBESO?!

Anónimo Há 3 semanas

Centeno, ninguém que conheça este governo e o seu Poortugal, pode confiar em ti. Falas mas não dizes nada e ainda menos fazes. E isso reflecte-se no IDE, na fuga de talento e de capitais, etc. Portugal da geringonça é e será bom para fazer turismo. Mais nada.

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