Finanças Públicas Centeno não confirma acordo escrito com António Domingues

Centeno não confirma acordo escrito com António Domingues

O ministro das Finanças foi questionado sobre a existência de um acordo escrito com a administração da CGD que dispensava estes gestores a entregarem declaração de rendimentos. Centeno não confirmou, mas também não negou de forma categórica.
Centeno não confirma acordo escrito com António Domingues
Bruno Simões 18 de Novembro de 2016 às 16:27

Existiu ou não um compromisso escrito do Governo a dispensar a nova administração da Caixa Geral de Depósitos, presidida por António Domingues, da entrega da declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional? O ministro das Finanças, Mário Centeno, foi directamente questionado sobre o assunto ao início da tarde, no final de uma reunião com o comissário Pierre Moscovici, e disse que o único compromisso do Governo foi manter a CGD na esfera pública.

 

"O compromisso do Governo é que a CGD se manterá um banco público, um banco capitalizado de maneira a desempenhar todo o papel no sistema financeiro, e um banco competitivo", preferiu dizer. "Esse compromisso foi assumido de forma muito clara, é esse o único compromisso que temos". Ou seja, Centeno não negou de forma cabal que tenha existido um acordo, embora dê a entender que ele não existiu.

 

Centeno acrescentou que "todos os actores envolvidos no processo, quer a CGD, quer o Governo, estão comprometidos com este objectivo último, de a CGD ter papel muito relevante na economia portuguesa". E depois reiterou um pedido. "As instituições funcionam em Portugal. É tempo de deixar as instituições funcionarem e toda esta situação se vai clarificar", pediu, mostrando-se confiante numa Caixa "mais forte e competitiva".

 

No final do encontro com Pierre Moscovici, o comissário europeu responsável pelos assuntos económicos, Mário Centeno mostrou-se confiante com a evolução da economia e disse que havia seis boas notícias. "Portugal cumpriu com a acção efectiva de forma a controlar a despesas pública em 2016"; por isso, "a Comissão decidiu suspender o procedimento por défices excessivos".

 

Adicionalmente," existe a possibilidade real de a Comissão encerrar definitivamente em 2017", e pela "primeira vez desde 2009", o procedimento dos défices excessivos. Em consequência da tomada de acção efectiva, a Comissão decidiu "a não suspensão dos fundos comunitários". "Quinta boa notícia: tivemos uma avaliação positiva por parte da Comissão acerca das reformas estruturais colocadas no Programa Nacional de Reformas".

 

A acabar, a "aceitação do Orçamento do Estado para 2017, sem pedido de medidas adicionais".

 

"Portugal cumpre os seus compromissos"

 

Apesar de positivas, "essas boas notícias redobram a nossa responsabilidade, devemos dar continuidade a estes bons resultados em 2017 e nos anos seguintes", assinalou Centeno.

 

"Portugal é um país que cumpre os seus compromissos", que "têm sido reiteradamente afirmados", pelo "crescimento, emprego e consolidação das contas públicas". Centeno notou que os números do PIB "surpreenderam muitos analistas", mas o "enquadramento que vivemos hoje é muito mais positivo do que no início do ano", nomeadamente a "nível da confiança interna e externa".

 

"Portugal está num caminho de crescimento, credibilidade e cumprimento das metas e isso é importante de notar", resumiu Centeno.




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comentários mais recentes
Cláudio Márcio Araújo da Gama Há 2 semanas

O QUADRO MACROECONÔMICO PARA A ADMINISTRAÇÃO DAS FINANÇAS PÚBLICAS

Mais em:

http://www.administradores.com.br/producao-academica/o-quadro-macroeconomico-para-a-administracao-das-financas-publicas/6815/

nb Há 2 semanas

Acordos como este, só podem ser feitos por uma geringonça. Não abunda por aqui, seriedade.

pertinaz Há 2 semanas

CENTENO É UM TRAMBIQUEIRO VENDIDO

VENDEU-SE AO COSTA PARA CONSEGUIR UM LUGAR COM NOTORIEDADE

UMA VERGONHA

VAMOS A CAMINHO DO ABISMO

Pedro Lima Há 2 semanas

De referir que os juros da nossa dívida pública a 10 anos estão nos 3.86% ou seja já só falta uma décima para atingirmos os 4%.

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