Finanças Públicas Centeno: "O PIB hoje veste 'made in Portugal'"

Centeno: "O PIB hoje veste 'made in Portugal'"

Ministro das Finanças defende que resultados económicos do primeiro trimestre foram ajudados por reformas estruturais do actual Governo. "Felizmente não estragaram tudo" e não mexeram na legislação laboral, responde PSD.
Centeno: "O PIB hoje veste 'made in Portugal'"
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 19 de maio de 2017 às 16:10

O ministro das Finanças disse esta sexta-feira, 19 de Maio, que "o PIB hoje veste 'made in Portugal'. Assim como uma parte da Europa", referindo-se ao crescimento económico homólogo de 2,8% registado no primeiro trimestre, o melhor resultado de quase 10 anos.

Mário Centeno falava no Parlamento aos deputados da comissão de Orçamento e Finanças. "Há três trimestres consecutivos que a economia portuguesa converge com a Europa. O PIB em Portugal cresce mais dois terços do que na Europa", disse o governante.

Mário Centeno argumentou ainda que os resultados conseguidos no crescimento resultam das medidas adoptadas pelo actual Governo, incluindo medidas estruturais, numa resposta às críticas do PSD que tem revelado receios que o Executivo desista de fazer reformas perante este resultado positivo.

"O crescimento de hoje é devido à estabilização do sistema financeiro mas também às medidas de apoio ao rendimento de trabalhadores e empresas. Entre estas destacam-se as dos programas Simplex e Capitalizar", disse o ministro.

Centeno acrescentou que o Governo tomou "medidas ao longo de um ano no Simplex e Capitalizar, para reduzir os custos de contexto e apoiar o investimento e a capitalização das empresas". "Ainda ontem, o Conselho de Ministros aprovou mais um conjunto de reformas estruturais que torna o sistema de recuperação de empresas e o tratamento fiscal do financiamento do investimento entre os mais avançados da Europa", lembrou.

O ministro destacou ainda que os resultados na frente económica tenham acontecido com uma redução do défice e defendeu que estão criadas as condições para a saída do Procedimento por Défices Excessivos. Uma decisão que deverá ser tomada por Bruxelas na próxima semana.  
 
PSD para o Governo: "Felizmente não estragaram tudo"
 

Os argumentos não convenceram o PSD. O deputado social-democrata Duarte Pacheco defendeu que é preciso olhar para "o outro lado da moeda" e congratulou-se com o facto de o Governo não ter revertido algumas das medidas do Governo anterior, como a legislação laboral. "Felizmente não estragaram tudo e deixaram as coisas evoluir", disse Duarte Pacheco.

O PSD tem argumentado que o Governo conseguiu baixar o défice por ter alterado a estratégia – um "mito" que o ministro das Finanças tentou rebater perante os deputados. Mário Centeno defendeu que "o défice de 2016 ficou a apenas 12 milhões de euros do objectivo assumido pelo Governo com os portugueses em Fevereiro no OE 2016. São 0,006% do PIB de desvio" e que há "mais 3.000 professores em 2016" e "mais 2.000 trabalhadores na saúde, entre médicos e enfermeiros"
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mais votado Anónimo Há 6 dias

Agradece ao FMI.

comentários mais recentes
pertinaz Há 6 dias

ESTE DESGOVERNO AINDA NÃO TOMOU QUALQUER MEDIDA... LIMITOU-SE A AUMENTAR SALÁRIOS DA FUNÇÃO PÚBLICA... NA VERDADE OS LOUROS SÃO DO ANTERIOR GOVERNO...!!!

génio Há 6 dias

Para já a geringonça tem tudo a seu favor, mas quando remarem contra a maré e ventos fortes, quer ver qual é o primeiro abandonar o barco...

Anónimo Há 6 dias

Mais um palerma que se auto-intitula por ANTÓNIO MIGUEl, com claro e grave deficit democrático seguindo a linha de pensamento do seu tutor espiritual (José Sócrates). Ser-se democrata não significa colocar cravo ao peito e bradar..Essa democracia é semelhante à russa, ou à venezuelana, entre outras...

ANTÓNIO MIGUEL Há 6 dias

Um anónimo é sempre um retardado mental, por que não sabe quem é, nem onde está !!

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