Impostos Centeno reafirma baixa de impostos para trabalhadores com menores rendimentos

Centeno reafirma baixa de impostos para trabalhadores com menores rendimentos

O ministro das Finanças reafirmou esta segunda-feira a intenção de baixar no próximo ano a carga fiscal dos trabalhadores com menores rendimentos e aumentar as pensões.
Centeno reafirma baixa de impostos para trabalhadores com menores rendimentos
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 14 de agosto de 2017 às 14:31
Mário Centeno disse, num comentário ao crescimento de 2,8% do produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre, que a redução da carga fiscal dos rendimentos mais baixos "vai ser concretizada e implementada no ano 2018 porque foram criadas as condições orçamentais de crescimento da economia, para que assim seja".

Do lado das pensões, o ministro disse apenas poder antecipar que "os compromissos e a legalidade vão ser cumpridos" em 2018: "Temos uma política que é muito clara, sustentada no cumprimento da Lei da Bases da Segurança Social", afirmou, confirmando as medidas já previstas no Programa de Governo.

Mário Centeno congratulou-se com a subida de 2,8% do PIB no segundo trimestre, face ao período homólogo anterior, recordando a prudência das projecções orçamentais do Governo que possibilitaram um crescimento "acima do que estava projectado" para este ano.

O ministro disse ainda que aquele crescimento homólogo "renova o ritmo" do primeiro trimestre de 2017, e representa "o nível máximo da última década".

Mário Centeno destacou o facto de o crescimento continuar associado a uma aceleração do investimento, o que, na sua opinião, confere "um sinal positivo" sobre a sustentabilidade da economia e ainda o "equilíbrio do actual padrão" de crescimento da economia, que cresceu "pelo 15.º mês consecutivo a um ritmo superior à média da união europeia".

O ministro salientou ainda que o crescimento do PIB "acompanha a evolução no mercado de trabalho", com mais 163 mil empregos e menos 98 mil desempregados face ao trimestre homólogo de 2016.

O INE divulgou hoje que a economia portuguesa voltou a crescer 2,8% no segundo trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano passado e, comparando com o trimestre anterior, cresceu 0,2%.

De acordo com a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais relativas ao período entre Abril e Junho, o produto interno bruto (PIB) aumentou 2,8% homólogos em volume, uma variação idêntica à registada no trimestre anterior.

A economia portuguesa mantém assim, pelo segundo trimestre consecutivo, o desempenho trimestral homólogo mais positivo dos últimos 10 anos, que iguala o crescimento verificado no último trimestre de 2007, período em que a economia portuguesa cresceu também 2,8%.



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mais votado surpreso 14.08.2017

Aldrabão!Esses já não pagam.Mais de 51 porcento

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Anónimo 16.08.2017

Pois os que têm os ditos altos rendimentos é que continuam a pagar. Daqui a pouco ganham o mesmo que um pobre em termos líquidos. Foram o resto que tem de pagar pois não está isento. Vão mas é dar banho ao cão, seus fdp

Anónimo 15.08.2017

Lamentável! 1) O crescimento em quase nada se deve a este governo. 2) Os mais pobres já não pagam IRS. 3) Se estamos tão bem então que acabem com a taxa adicional sobre combustíveis.
Mas o que faz este sr? Conta a cantiga do bandido e aldraba o tuga!

5640533 15.08.2017

E quem tem rendimentos médios vai começar a viver quando? E esses de carros de 25000 euros também são pobres? E esses com reformas milionarias que já as recebem por inteiro também são pobres? Coitada da classe média que está mesmo em vias de extinção.

Anónimo 14.08.2017

Mentiroso. Até os jovens despedidos de Portugal sem indemnização tem que pagar taxa aeroportuária. VERGONHA. Espero que a UE repare esta injustiça.

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