União Europeia Centeno reafirma estar "muito motivado" para liderança do Eurogrupo

Centeno reafirma estar "muito motivado" para liderança do Eurogrupo

O ministro das Finanças português, Mário Centeno, reafirmou hoje, em Paris, estar "muito motivado" para a liderança do Eurogrupo.
Centeno reafirma estar "muito motivado" para liderança do Eurogrupo
Reuters
Lusa 12 de janeiro de 2018 às 11:55
"Estou muito motivado para liderar o Eurogrupo nos próximos dois anos e meio. Agradeço ao Jeroen [Dijsselbloem] pelo trabalho duro e pelos compromissos que conseguimos atingir nos últimos cinco anos. Muito foi feito. Saímos da crise, mas o trabalho ainda não acabou, certamente nunca está, mas a janela de oportunidade que temos agora em termos políticos e económicos deve ser usada para completar a reforma das instituições da zona euro", afirmou Mário Centeno antes de receber o 'sino do Eurogrupo' das mãos do holandês.

Mário Centeno explicou que isso concerne a união bancária, a união do mercado de capitais e a política fiscal, sublinhando ser "muito importante ir ao encontro das expectativas dos nossos cidadãos" e construir uma zona euro "mais robusta e resiliente".

"Temos de estar cientes que a preparação para o que está para vir, os desafios que temos têm de ser enfrentados já e preparar-nos para os tempos que estão para chegar na zona euro como um todo", concluiu.

Antes de Mário Centeno, Jeroen Dijsselbloem destacou, por sua vez, o "forte apoio no Eurogrupo" que o português tem e disse estar "feliz" por lhe transferir a pasta.

"Trabalhámos juntos de perto e estou mesmo contente que ele tenha um forte apoio no Eurogrupo, vai impulsionar reformas, impulsionar a modernização da zona euro ainda mais longe. É o melhor momento para assumir [o cargo], a Zona Euro está melhor, é uma oportunidade para levar as reformas ainda mais longe", afirmou.

Esta quinta-feira, o ministro português foi recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, e depois deslocou-se ao Palácio de Matignon para uma reunião com o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe.

Esta tarde, Mário Centeno vai ao ministério francês da Economia e das Finanças para uma reunião com o seu homólogo Bruno Le Maire.

No dia 22 decorre a primeira reunião do Eurogrupo sob a presidência de Mário Centeno.

Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo em 4 de Dezembro de 2017, ao impor-se na segunda volta da votação realizada em Bruxelas.

O ministro das Finanças português foi o mais votado na primeira volta (oito votos), após a qual saíram da 'corrida' a letã Dana Reizniece-Ozola e o eslovaco Peter Kazimir, tendo depois derrotado o candidato luxemburguês Pierre Gramegna na segunda volta da eleição.

Centeno é o terceiro presidente da história do fórum de ministros das Finanças da zona euro, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker e do holandês Jeroen Dijsselbloem, assumindo hoje funções para um mandato de dois anos e meio, até meados de 2020.

Para cumprir o mandato até ao fim, Centeno terá, contudo, de se manter como ministro das Finanças depois das eleições legislativas de 2019, já que só titulares desta pasta podem assumir a liderança do Eurogrupo.



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mais votado Anónimo 12.01.2018

A ruína e atraso de Portugal, face aos seus congéneres europeus mais desenvolvidos e ricos, tem como base o facto de se ter criado em Portugal um sistema que, gradualmente, gerou duas seguranças sociais públicas. Uma oficial e outra oficiosa. A oficiosa é parte integrante não de um Estado de Bem-Estar Social legítimo mas antes de um Estado de Bem-Estar Salarial iníquo e insustentável para sindicalizados, em especial do sector público, que auferem uma onerosa e injustificável prestação social sob a forma de remuneração em clara situação de sobreemprego vitalício ou sobrepagamento em crescendo, mesmo quando o preço de mercado para as tarefas que realizam não pára de descer nos mercados mundiais ou a procura, em variadíssimos casos, pura e simplesmente desapareceu se é que alguma vez existiu. Os 4000 despedimentos na banca lusa em 2017, tirados a ferros de forma tardia, cara e incompleta, foram apenas a ponta de um vergonhoso icebergue que as esquerdas teimam em querer esconder.

comentários mais recentes
Anónimo 12.01.2018

A razão e o bom senso, que habita a cúpula da UE, vai reeducar Centeno. Os reformistas pró-mercado e pró-liberalização que conduzem à criação de valor num clima de generalizada e crescente equidade e sustentabilidade, ganharam. Não tenhamos dúvidas disto.

Anónimo 12.01.2018

A ruína e atraso de Portugal, face aos seus congéneres europeus mais desenvolvidos e ricos, tem como base o facto de se ter criado em Portugal um sistema que, gradualmente, gerou duas seguranças sociais públicas. Uma oficial e outra oficiosa. A oficiosa é parte integrante não de um Estado de Bem-Estar Social legítimo mas antes de um Estado de Bem-Estar Salarial iníquo e insustentável para sindicalizados, em especial do sector público, que auferem uma onerosa e injustificável prestação social sob a forma de remuneração em clara situação de sobreemprego vitalício ou sobrepagamento em crescendo, mesmo quando o preço de mercado para as tarefas que realizam não pára de descer nos mercados mundiais ou a procura, em variadíssimos casos, pura e simplesmente desapareceu se é que alguma vez existiu. Os 4000 despedimentos na banca lusa em 2017, tirados a ferros de forma tardia, cara e incompleta, foram apenas a ponta de um vergonhoso icebergue que as esquerdas teimam em querer esconder.

Anónimo 12.01.2018

O défice reduziu-se um pouco, mas onde o governo devia cortar, no despesimo com assalaridos desnecessários, não cortou. Isso pesa sobre o investimento público em importantes equipamentos e materiais vários em todo o sector público que devia servir os cidadãos em vez de se servir deles. https://www.dn.pt/portugal/interior/escolas-sem-dinheiro-para-aquecer-salas-e-renovar-material-9020588.html

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