Economia Centeno reforça que "há estabilidade no sistema financeiro” em dia de balanço

Centeno reforça que "há estabilidade no sistema financeiro” em dia de balanço

O ministro das Finanças, Mário Centeno, reforçou este sábado que "há estabilidade no sistema financeiro" e desvalorizou aquilo que considera serem "pormenores" em torno da Caixa Geral de Depósitos, reiterando que o importante é a recapitalização do banco.
Centeno reforça que "há estabilidade no sistema financeiro” em dia de balanço
Bruno Simão
Lusa 26 de novembro de 2016 às 14:44

"Temos estabilidade do sistema financeiro", disse Mário Centeno, no dia em que fez um balanço "positivo" do primeiro ano em funções do Executivo de António Costa e durante uma visita ao serviço de sistemas de informação da Autoridade Tributária "pelo simbolismo e importância" para a acção governativa.

Tal como na semana passada, Mário Centeno nada disse hoje sobre a eventual existência de um acordo escrito entre o Governo e a administração da Caixa Geral de Depósitos, liderada por António Rodrigues, para a não apresentação das declarações de rendimentos pelos gestores e frisou: "Se isso fosse relevante no dia de balanço [do primeiro ano deste Governo], o país estava de facto com um grave problema, felizmente não está, porque foi um sucesso enorme para o país encontrar uma solução para estabilizar o sistema financeiro".


E à semelhança do que disse o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sexta-feira, também Centeno sublinhou que o importante é a recapitalização da Caixa, considerando que "tudo o resto são pormenores, que vão ser obviamente avançados".


Sobre o balanço da actividade do Governo, Centeno sinalizou "uma bateria de indicadores positivos que devem encher de orgulho o país", lembrando que Portugal foi o país que no terceiro trimestre mais cresceu, que o emprego está a crescer e o desemprego em forte queda, o reforço do equilíbrio externo e das contas públicas.


Questionado sobre se se sente um ministro fragilizado e se a sua equipa tem sido a que mais dores de cabeça dá ao primeiro-ministro, Mário Centeno respondeu: "Quando olhamos para os resultados orçamentais, de crescimento económico, para a melhoria de todos os indicadores económicos e financeiros do país, não estou muito bem a ver quais são as dores de cabeça de que fala".


Antes também já tinha dito: "As características que me são atribuídas são as de um qualquer governante, tenho um programa de Governo para implementar que é muito exigente, mas que tem dados frutos e é desses resultados que somos avaliados".


Já sobre a notícia avançada hoje pelo jornal Expresso sobre uma "reunião secreta para avançar com banco 'mau'", Mário Centeno nada disse.




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mais votado bicho 26.11.2016

"há estabilidade no sistema financeiro”

Oh Sr. Ministro, por favor não utilize a cassete do governo anterior, do governador do BdP e da APB que só de desastres.

comentários mais recentes
Anónimo 27.11.2016

Se não pagar aos meus fornecedores também tenho estabilidade financeira ,e o que está a fazer este governo, tenho um cliente que não me paga porque o hospital para quem ele trabalha já não lhe paga a dez meses, como é possível uma firma sobreviver quando o seu cliente 'e o estado e este não lhe paga

Marta 27.11.2016

BPI para resolver, BCP idem, Novo Banco, idem, ex-BES, idem, CGD, idem, Montepio, idem, BPN, idem, BANIF, idem. Estará bebendo? Estamos todos Loucos?

Anónimo 27.11.2016

Legislar a pedido de um gestor da banca, sector que quase nos ia levando de volta às cavernas, para lhe retirar o tecto salariar e livrá-lo de apresentar a declaração de rendimentos com o PCP e BE a assobiarem para o lado, só prova que esta maioria de "esquerda" só tem ideologia! Não tem valores!

JCG 27.11.2016

Ó Centeno, qualquer pessoa sensata e com experiência de vida já se habituou a não ligar patavina ao que dizem os políticos - os políticos perderam toda a credibilidade - e não sei se a vão recuperar antes do dilúvio final.
O sector bancário cresceu desmesurada e desproporcionadamente em Portugal. Tipo bicicleta que precisa de continuar a pedalar senão cai. Ou tipo esquema D Branca. Foi por isso que começou a distribuir dinheiro de forma incauta e irresponsável.
O Governo em vez de perceber isto e tentar arranjar um plano global para reduzir com a menor dor possível a capacidade bancária instalada, vem com a treta de incentivar o consumo - recuperar a economia pelo consumo - e, portanto incentiva o crédito ao consumo e até não se incomoda com novos bancos a surgir apostados no consumo como o CTT.
Ao invés, o que o Governo devia ter feito era desencorajar assertivamente o crédito ao consumo. Logo, o Governo espalha brasas e pastos ressequidos. Só pode vir daí borrasca.

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