Política Centeno: "Reformas impostas pelo topo são muitas vezes falhadas"

Centeno: "Reformas impostas pelo topo são muitas vezes falhadas"

O ministro das Finanças esteve esta manhã na Faculdade de Direito para sublinhar o compromisso do Governo com a reforma das finanças públicas e a implementação da Lei de Enquadramento Orçamental.
Centeno: "Reformas impostas pelo topo são muitas vezes falhadas"
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Aguiar 29 de junho de 2017 às 12:10

Mário Centeno elogiou a iniciativa académica de debater este tema, notando que ela é fundamental para o sucesso das reformas. "Reformas impostas pelo topo são muitas vezes falhadas", afirmou o governante, durante a conferência "Reforma das Finanças Públicas em Portugal". "Todas as reformas, mas em especial nas finanças públicas, devem iniciar-se por iniciativa desses agentes", acrescentou, referindo-se aos académicos. 

 

Este é um período importante para este tema, uma vez que está a ser implementada uma nova Lei de Enquadramento Orçamental (LEO) cujos avanços estão a ser mais lentos do que se esperava. Aliás, a aceleração da LEO tem sido uma das recomendações da Comissão Europeia, no âmbito do Semestre Europeu. 

 

O Conselho das Finanças Públicas também já criticou o atraso da implementação da LEO, notando que o progresso nos últimos três anos "fica muito aquém do exigível".

 

O ministro reconheceu que esse é "um processo exigente", cujo sucesso dependerá do período de transição, através de "vontade política" e "apropriação da reforma pelos agentes". No que diz respeito à primeira, Centeno diz que não falta motivação. "No Ministério das Finanças há um empenho reforçado e determinado em fazer acontecer esta mudança."

 

A conferência desta manhã foi organizada pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal, em parceria com o Centro de Investigação de Direito Europeu, Económico, Financeiro e Fiscal e a EY.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 29.06.2017

País tomado por meliantes e assassinos. Estamos fritos.

comentários mais recentes
Anónimo 29.06.2017

País tomado por meliantes e assassinos. Estamos fritos.

Água Ráz 29.06.2017

O Centeno deve responder ao apelo do primeiro ministro :"que passou-se" !

Anónimo 29.06.2017

Oh Senhor Ministro, aplique essa sua máxima também à CGD, que está a impor uma "reestruturação" a mata-cavalos, sem mobilização de qualquer tipo por parte dos colaboradores. A coisa vai correr mal...

Anónimo 29.06.2017

Centeno tem feito o impossivel. Só comparado a Salazar quando entrou para as finanças públicas, embora depois perdendo-se na ditadura.

pub
pub
pub
pub