Zona Euro Centeno tem mais um socialista na corrida à liderança do Eurogrupo

Centeno tem mais um socialista na corrida à liderança do Eurogrupo

Centeno terá a concorrência de mais três ministros das Finanças à liderança do Eurogrupo. A maior surpresa é a confirmação da candidatura de um outro socialista Peter Kazimir, da Eslováquia que tem uma visão muito distinta da de Mário Centeno sobre as políticas na Zona Euro. Kazimir é conhecido pelo conservadorismo nas regras europeias.

Rui Peres Jorge 30 de novembro de 2017 às 15:27

Além de Mário Centeno há mais três candidatos à liderança do Eurogrupo. O luxemburguês,  Pierre Gramegna, a letã, Dana Reizniece-Ozola, e um outro socialista, Peter Kazimir, da Eslováquia.

 

Oficialmente, os nomes só serão confirmados na sexta-feira de manhã, mas ao que o Negócios conseguiu apurar esta é a lista final que irá a votos na segunda-feira, 4 de Dezembro, durante a reunião de ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo).

 

Os três nomes estavam na lista dos possíveis candidatos, sendo a maior surpresa o surgimento de Peter Kazimir, que acontece após negociações entre vários socialistas europeus que pareciam apontar para uma candidatura socialista única de Mário Centeno. Neste momento, Portugal já tem o apoio público de Itália e Espanha.

 

A candidatura de Centeno foi confirmada durante a manhã desta quinta-feira: "O Governo português apresentou esta manhã a candidatura do Ministro das Finanças, Mário Centeno, à presidência do Eurogrupo. A eleição terá lugar na próxima reunião do Eurogrupo, agendada para segunda-feira, dia 4 de Dezembro", lê-se num comunicado do Executivo.

 

Mário Centeno será o candidato apoiado pelos socialistas europeus que terão já garantido o apoio de grande parte dos governos do PPE. Se assim for, na segunda-feira Centeno poderá ser eleito o próximo presidente do Eurogrupo, para o que também pode contribuir o facto de o Partido Popular Europeu já deter as presidências da Comissão Europeia, do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu através de Jean-Claude Juncker, Donald Tusk e António Tajini, respectivamente. Ou seja, se a presidência do Eurogrupo pertencer a alguém oriundo do PSE, estaria garantido maior equilíbrio entre os dois maiores partidos europeus. 

 

Resta agora saber se a candidatura de Kazimir, também socialista mas mais conservador e próximo de governos do PPE, não vem estragar as contas à candidatura do português.

 

Os três principais desafios do próximo presidente do Eurogrupo são a reforma da união monetária, a coordenação das políticas europeias e o fim do resgate grego, além da manutenção da influência do Eurogrupo dentro da UE.




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Anónimo Há 1 semana

Que vá para lá o do Luxemburgo ao menos assim vai ter de explicar como é que continua a ser uma lavandaria dos impostos das empresas da europa...

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