Impostos Centromarca: Taxar refrigerantes é “cortar caminho” em direcção ao objectivo

Centromarca: Taxar refrigerantes é “cortar caminho” em direcção ao objectivo

O director-geral da Centromarca considera que a introdução de um novo imposto sobre os refrigerantes é uma estratégia de "pura obtenção de receita", que não vai conduzir a uma mudança de hábitos por si só.
Centromarca: Taxar refrigerantes é “cortar caminho” em direcção ao objectivo
Rita Faria 12 de Outubro de 2016 às 15:32

Pedro Pimentel, director-geral da Centromarca, acredita que a introdução de um novo imposto sobre os refrigerantes irá, naturalmente, "ter um impacto negativo" no consumo destes produtos, e lamenta que "se queira fazer de uma questão não fiscal uma receita fiscal".

"Há muitas formas de chegar ao mesmo objectivo, não forçosamente através da via fiscal", considerou o responsável, na apresentação do barómetro Marcas+Consumidores, que analisa as tendências de consumo em Portugal. "Há formas educativas e de comunicação junto das populações que se quer atingir".

Para o director-geral da Centromarca, "criar este tipo de taxas é cortar caminho". "É tentar pela via do preço induzir uma redução do consumo. Temos as maiores dúvidas que qualquer medida fiscal tenha este impacto", acrescenta.

Por outro lado, Pedro Pimentel defende que introduzir uma nova taxa sobre bebidas açucaradas "é esquecer os esforços que as empresas estão a fazer para oferecer uma panóplia enorme de produtos adequados aos objectivos de combate à obesidade".

"Está a levar-se isto para uma questão pura de obtenção de receita, como sendo a receita fiscal a panaceia de um problema de saúde pública", sintetiza.

O plano do Executivo, ainda sujeito a validação final, consiste na introdução de dois escalões de imposto. Um primeiro escalão tributará em 8,22 euros por hectolitro (o equivalente a 100 litros) as bebidas que tenham uma concentração até 80 gramas de açúcar por litro, e um segundo escalão de 16,44 euros por hectolitro incidirá sobre as bebidas cujo nível de açúcar ultrapasse este patamar de 80 gramas por litro.




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mais votado GuPompe Há 3 semanas

A minha modesta opinião é esta: um imposto sobre os refrigerantes não muda em nada o meu hábito de os beber. Quando muito, faz-me mudar para uma marca mais barata. Por isso, não em venham com a desculpa da saúde. O que está em causa aqui é se este imposto depois faz aumentar a receita ou não. A mim, não me parece.

comentários mais recentes
5640533 Há 3 semanas

Se o Governo se preocupa tanto com a nossa saúde por que não isenta de IVA os legumes? E os medicamentos?

GuPompe Há 3 semanas

A minha modesta opinião é esta: um imposto sobre os refrigerantes não muda em nada o meu hábito de os beber. Quando muito, faz-me mudar para uma marca mais barata. Por isso, não em venham com a desculpa da saúde. O que está em causa aqui é se este imposto depois faz aumentar a receita ou não. A mim, não me parece.

TinyTino Há 3 semanas

Se realmente não muda hábitos não tens nada a temer, porque o consumo de mantém... LOL

Anónimo Há 3 semanas


PS LADRÃO, em ação (sempre a roubar os trabalhadores do privado).

COSTA LADRÃO aumenta impostos, aumenta dívida, aumenta despesa com salários e pensões da FP… e corta em tudo o resto!

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