Banca & Finanças CEO do Popular: "A banca está a fazer o seu trabalho mas precisa de ajuda"

CEO do Popular: "A banca está a fazer o seu trabalho mas precisa de ajuda"

Acordo entre os principais actores políticos. Uma política fiscal mais previsível. Melhores condições para o tratamento fiscal aos empresários. São elementos que Carlos Álvares diz serem necessários em Portugal.
CEO do Popular: "A banca está a fazer o seu trabalho mas precisa de ajuda"
Paulo Alexandrino
Diogo Cavaleiro 20 de Outubro de 2016 às 10:55

O presidente executivo do Banco Popular Portugal acredita que a banca precisa de fazer mais para ajudar a economia nacional. Contudo, para isso, defende Carlos Álvares, também o sector bancário necessita de apoio. 

"A banca está a fazer o seu trabalho mas precisa de ajuda", indicou Carlos Álvares na conferência "Portugal em Exame", que se realizou esta quinta-feira, 20 de Outubro, em Lisboa.

 

A ajuda, sublinha o CEO do Popular, "está perfeitamente ao alcance do país". O banqueiro adianta que, apesar das notícias recorrentes em relação ao tema, há "confiança no sistema", como se vê pelo montante de depósitos. No entanto, nesses depósitos, surge um problema: mostram, diz Carlos Álvares, que "os fundos dos empresários não afluem às empresas".

 

De acordo com o líder do banco português que pertence ao grupo espanhol Popular, há vários passos que podem ajudar a que os fundos cheguem às empresas, como o tratamento fiscal dos suprimentos concedidos pelos empresários às empresas. E é importante, para a banca, que esses fundos possam chegar às sociedades: é preciso que haja "empresas mais capitalizadas para que os bancos possam [dar] um apoio mais constante". 

 

Carlos Álvares também delineou, na conferência desta quinta-feira, vários elementos que deveriam ser implementados para o sucesso do país. Deve existir um "acordo dos principais actores políticos" para que as questões mais estruturantes possam ser alvo de um "acordo mínimo".

 

É necessário, também, uma "política fiscal mais previsível", sublinhou, acrescentando que esta tem sido uma crítica recorrente no país. Nos últimos anos, e para o próximo ano voltará a acontecer com base na proposta do Orçamento do Estado para 2017, tem havido aumentos de impostos sucessivos sobre vários sectores da sociedade.

 

Foi partindo desta política fiscal que o CEO do Popular deixou um conselho: "Antes de nos preocuparmos com a distribuição de riqueza, temos de nos preocupar com a criação de riqueza". 




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mais votado Anónimo Há 1 semana


Um governo de ladrões

PS . BE . PCP - são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.


comentários mais recentes
5640533 Há 1 semana

É precisa lata...

Cristina Azevedo Há 1 semana

Mais?!?!?!?!?!

Luisa Sousa Há 1 semana

Outra vez.

Ricardo Felisberto Há 1 semana

Já estou sem calças ...

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