Política CGTP aconselha UGT a ter "cuidado" nas suas intervenções

CGTP aconselha UGT a ter "cuidado" nas suas intervenções

A CGTP afirmou esta sexta-feira que a proposta para a redução do Pagamento Especial por Conta (PEC) terá sempre de ser apresentada na Concertação Social antes da apreciação pública, aconselhando o líder da UGT a ter "cuidado" nas suas intervenções.
CGTP aconselha UGT a ter "cuidado" nas suas intervenções
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 27 de janeiro de 2017 às 19:43

"Sugerimos que o secretário-geral da UGT estude um pouco mais e tenha um pouco mais de cuidado na forma como expõe as coisas, porque o PEC é um documento que terá de ser apresentado à Concertação Social para auscultar a opinião de todos os parceiros e uma proposta que vai ter de ser sujeita à apreciação pública", disse o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, em declarações à Lusa.

 

Esta posição do líder da CGTP surge na sequência das afirmações proferidas pelo secretário-geral da UGT, Carlos Silva, segundo as quais UGT não aceita que a CGTP discuta a adenda ao acordo de Concertação Social.

 

A CGTP manifestou na quinta-feira a intenção de participar na discussão da adenda ao acordo de Concertação Social, relativa à redução do PEC, que considera positiva, mas não pretende aderir ao acordo por rejeitar parte do seu conteúdo.

 

No entanto, hoje, Carlos Silva manifestou a sua oposição à participação da CGTP na discussão da adenda ao acordo, argumentando que tal só faria sentido se a intersindical tivesse assinado o acordo de concertação social, o que não aconteceu.

 

"Para nós, o nosso adversário não é a UGT, o nosso adversário são as confederações patronais e hoje a UGT juntou-se às confederações patronais para caluniar e mentir aos portugueses no que respeita à intervenção da CGTP e isso é grave", considerou Arménio Carlos.

 

O dirigente da CGTP lamentou as afirmações de Carlos Silva "que, além de serem falsas e caluniosas, só descredibilizam quem as profere".

 

"É inadmissível que alguns procurem condicionar o diálogo democrático à participação de outras organizações demonstrando ou indiciando saudades da câmara corporativa que existia antes do 25 de Abril e em que todos eram obrigados a assinar aquilo que o governo fascista decidia, os sindicatos do regime e as confederações patronais que estavam em ligação com o próprio regime", comentou o sindicalista.

 

E vincou: "Hoje estamos em democracia e na democracia somos livres de assinar e não assinar, e também somos livres de responsavelmente expressar as nossas opiniões sem ofender os outros".

 

O Governo aprovou na quinta-feira em Conselho de Ministros a redução progressiva do PEC para as Pequenas e Médias Empresas (PME), um dia depois do chumbo da redução da Taxa Social Única (TSU) no parlamento.

 

Na quarta-feira, o PSD, o BE, o PCP e o PEV revogaram o decreto do Governo que previa uma descida temporária da TSU dos empregadores em 1,25 pontos percentuais como compensação pelo aumento do salário mínimo nacional para os 557 euros este ano.

 

Na sequência do chumbo, o primeiro-ministro, António Costa, reuniu-se de imediato com os parceiros sociais e anunciou na quinta-feira uma redução de 100 euros no PEC para todas as empresas sujeitas ao seu pagamento já a partir de Março e até 1 de Janeiro de 2019 e de mais 12,5% do remanescente da colecta paga por cada empresa.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

As velhas ameaças do tempo do PREC. O PS entalou-os bem, agora têm de assinar o cheque para os patrões. Para eles os patrões são para eliminar. Foi o que fizeram no Alentejo, apanharam tudo, venderam ao desbarato e os do Partido amanharam-se enquanto puderam Só o António Barreto foi capaz de lhe mostrar o semáforo vermelho.

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Anónimo Há 3 semanas

HAHAHAHA o PSD está na m erda e manda os capangas da UGTretas para a luta. Têm de ter calma a governação é isto pluralidade e discussão... não gostam desta maioria mas vão ter de a aguentar porque ela foi eleita pelo povo ! A UGT e a CGTP têm de se entender é para isso que lhes pagam !

Joana Há 3 semanas

Ué...ameaça SALAZARISTA? Ou TROTSKISTA?

nb Há 3 semanas

Por acaso é mentira o que a UGT diz? A CGTP assina ou assinou algum acordo? Não está sempre no contra? Está calada agora, porque o cassetes Jeronimo está metido na geringonça, senão, era greves e mais greves, como antigamente. Onde pára o M. Nojeira? A educação ficou ok. Não tem críticas ao governo?

CARLOS SILVA, O HOMEM DOS "ARRANJINHOS" Há 3 semanas

CARLOS SILVA não passa de um demagogo que, nas costas, atraiçoa os trabalhadores.
Quem o ouve a falar, não imagina ao que este figurão se presta, nas cedências e no conluio com o patronato.
Depois, quando desmarcarado, irrita-se e é inconveniente.
A sua postura vem na sequência da de JOÃO PROENÇA

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