Economia CGTP aprova intensificação da luta e aumento do salário mínimo

CGTP aprova intensificação da luta e aumento do salário mínimo

O programa de acção da CGTP que promete intensificar nos próximos quatro anos a luta reivindicativa para tentar resolver os problemas dos trabalhadores e melhorar as suas condições laborais, foi hoje aprovado no XIII Congresso da Intersindical.
CGTP aprova intensificação da luta e aumento do salário mínimo
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 27 de fevereiro de 2016 às 17:56

O documento programático, que define a estratégia da Central para o próximo quadriénio, foi aprovado por maioria, com 55 abstenções e nenhum voto contra, entre os 730 delegados que durante dois dias participaram na reunião magna da Inter, que decorreu em Almada.

O documento, dividido em cinco capítulos, faz uma análise detalhada de vários temas que marcam a actualidade política, económica e social e são definidas as prioridades para o próximo mandato.


Para concretizar os seus objectivos, a central sindical defende a necessidade de ser reforçado o papel e a ação dos sindicatos nos locais de trabalho, de forma a alargar a sua influência e dinamizar e intensificar a luta dos trabalhadores em defesa da valorização do trabalho e dos salários.


A reposição do direito de contratação colectiva, a revogação das alterações legislativas que agravaram as leis laborais, a redução do horário de trabalho e a redução da carga fiscal são outras das prioridades apresentadas no programa de ação.


A necessidade de criar emprego de qualidade para assegurar o futuro do país é outro dos temas fortes do programa de ação, que defende a urgência de ser definido um programa de desenvolvimento dirigido à revitalização do tecido produtivo.


No documento programático a CGTP critica "as políticas neoliberais que se desenvolvem na Europa e em Portugal e que têm conduzido à regressão económica e social" e considera que "as políticas da União Europeia estão ao serviço do grande capital e do aumento da exploração dos trabalhadores".


A Inter reivindica o fim do Tratado Orçamental e defende a alteração dos objetivos e funcionamento do Banco Central Europeu.


A CGTP defende também "o reforço da solidariedade ativa entre os trabalhadores e os povos e o movimento sindical" da Europa.


O documento programático termina com a CGTP a reafirmar a sua opção pela não filiação na Confederação Sindical Internacional, tal como estava no programa de ação de há quatro anos.


Esta opção tem merecido nos últimos congressos a contestação das correntes minoritárias na Inter, nomeadamente a socialista.


Aumento do salário mínimo para os 600 euros em 2017

 

O Congresso aprovou por maioria a carta reivindicativa da CGTP que exige, entre outras matérias, a subida do salário mínimo nacional (SMN) para os 600 euros em 2017 e a revogação imediata da sobretaxa de IRS.

De acordo com o documento, aprovado por maioria e uma abstenção, e cujas reivindicações vão vigorar no próximo mandato, a Central exige a subida do SMN e a sua evolução progressiva, com atualização a 01 de janeiro de cada ano, "sem contrapartidas para o patronato".


Da proposta, aprovada esta tarde no segundo e último dia do Congresso da Inter, em Almada, constam também a exigência da diminuição da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e a revogação imediata da sobretaxa do IRS, bem como o desagravamento do IVA e do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).


A defesa da luta pelo aumento da produção e a criação de emprego e pela manutenção dos postos de trabalho está igualmente espelhada neste documento reivindicativo, que está dividido em nove pontos prioritários para a CGTP e que deverão determinar os próximos quatro anos.


O aumento generalizado dos salários, bem como a defesa da contratação coletiva são outras reivindicações da Inter presentes na carta.


A CGTP reivindica ainda a valorização dos serviços públicos, do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a defesa das funções sociais do Estado, da escola pública, e o combate à pobreza e exclusão social.


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Anónimo 29.02.2016

Com tanta vontade de aumentar o ordenado mínimo nao sei como não vai para patrão assim satisfazia o seu ego e aumentava os seus func pelo mínimo para mil euros esse bazófias ,é bom ver e eu gosto na casa do outro

tobras 28.02.2016

Quanto mais esses Srs. reclamarem mais pessoas ficam desempregadas. Esses gajos vivem noutro mundo.

Anónimo 28.02.2016

SR ARMÉNIO TENHA CALMA. ANTERIORMENTE TIRAVAM E VOCÊS N FAZIAM TANTO BARULHO. AGORA Q O GOVº MUDOU Q TUDO DE UMA VEZ. NUNCA SE FAZ TUDO ÁS PRESSAS. P TIRAR É FÁCI.MAS P DAR É DIFICIL. EU GOSTARIA Q PUDESSE SER C VOCÊS QUEREM. SERÁ Q VOCÊS TÊM DINHEIRO P CONTRIBUIR?

Anónimo 27.02.2016

Anteciparam para este mes as celebracoes do setembro de 1975,secalhar tambem sao dos que pensam que esta geringoncada ja la nao chega(setembro).O que e curioso salientar e que nao deselvolveram nada e ainda andaram poar traz.FIEIS AO ATRASO.

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