Economia CGTP: É inevitável o aumento do salário nacional

CGTP: É inevitável o aumento do salário nacional

O secretário-geral da CGTP disse hoje ser inevitável o aumento do salário mínimo nacional, considerando a manifestação desta tarde, em Lisboa, uma censura às políticas do Governo.
Negócios 16 de junho de 2012 às 20:56
"Esta manifestação é de censura ao Governo e às suas políticas, mas é simultaneamente de exigência e de apresentação de propostas para as saídas que consideramos importantes e que vamos apresentar", afirmou Arménio Carlos, à Agência Lusa, durante o percurso entre o Marquês de Pombal e o Rossio.

Rodeado por manifestantes, o secretário-geral avançou com algumas ideias que a CGTP espera que tenham sucesso.

"Nomeadamente para a criação de emprego, o combate ao desemprego jovem e às políticas que visam retirar a protecção social aos desempregados. No que respeita à melhoria dos salários, é inevitável o aumento do salário mínimo nacional e também é preciso aumentar as pensões", defendeu o secretário-geral da intersindical.

Arménio Carlos preferiu não adiantar um número de manifestantes hoje presentes em Lisboa, mas mostrou-se satisfeito com a moldura humana.

"Estamos perante uma grande manifestação vivida com intensidade e com esperança e confiança e que é necessário alterar estas políticas e dar resposta a uma conjunto de necessidades e desejos dos trabalhadores e da população", referiu o secretário-geral da CGTP.

Quanto à possibilidade da realização de mais manifestações no futuro, Arménio Carlos disse que, para já, estão previstas uma série de iniciativas de luta ao nível sectorial, destacando a greve nacional da função pública na próxima sexta-feira.




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comentários mais recentes
António Coimbra 18.06.2012

Rui Castanheira, não podia estar mais de acordo.Subscrevo na totalidade.

Rui Castanheira 18.06.2012

É facil para a esquerda escolher: querem melhores salários então escolham políticas sociais e outras baseadas em subvenções e subsídios que sejam compatíveis com a riqueza nacional. Infelizmente a esquerda acusa a direita de opção ideológica quando a opção é pura e simplesmente económica. Se queremos ter os benefícios sociais mais avançados do mundo, vamos ter de pagar e bem para os ter, e é normal que as famílias fiquem sem dinheiro para mais nada. Porque o estado e as suas empresas continuam a ser "o bolo" e não a "fatia".
Querem ordenados mais altos libertem as empresas da brutal carga fiscal que o estado impõe aos privados para depois fazer obras e infraestruturas inúteis que compram votos para os seus partidos. E não venham com a conversa dos bancos que é uma falácia.

Anónimo 18.06.2012

estes 2 ultimos governos PS, PSD e CDS têm retirado dinheiro a quem têm e profissões mais especializadas, está-se a verificar o empobrecimento continuo da chamada classe média, cada vez mais a diferença é pouca, enaltece-se quem têm poucas habilitações ao subirem os ordenados minimos,não estou com isto a dizer que os ordenados minimos devem ter o valor que têm e que são para se manter, mas o que vejo é que na função publica por exemplo as pessoas com as habilitações mais baixas pouco ou nada fazem e quem têm as habilitações mais altas se fartam de trabalhar, parece que não está certo, está?

Anónimo 17.06.2012

Felizmente ganho um ordenado razoável, porque trabalho por conta própria ,mas é vergonhoso pagarem a um ser humano 500 euros é muito pouco neste nosso contexto de sociedade ....claro que quem paga estes valores e não se preocupa com o próximo e gosta muito da exploração, Portugal cresceu muito á custa da exploração nas últimas décadas, mas isso está acabar por que atualmente os baixos salários já são a maioria...as próximas eleições serão das mais concorridas de sempre, o povo finalmente vai se aperceber que tudo na vida são politicas...

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