Função Pública CGTP exige retroactivos nas progressões do Estado

CGTP exige retroactivos nas progressões do Estado

O Governo vai discutir com os sindicatos o descongelamento das progressões do Estado, que começa a ser levantado em 2018. Arménio Carlos está contra a intenção do Governo de não pagar retroactivos.
CGTP exige retroactivos nas progressões do Estado
Miguel Baltazar
Negócios 09 de março de 2017 às 11:02

Desde pelo menos 2010 que os funcionários públicos acumulam pontos na avaliação de desempenho que de acordo com a lei dariam direito a progressões na carreira. Mas as restrições orçamentais congelaram este direito. O Governo já anunciou que a partir de 2018 as progressões serão descongeladas, mas não tem a intenção de pagar retroactivos. E esta última restrição conta com a oposição da CGTP.

Em entrevista ao Público e à Rádio Renascença, o secretário-geral da CGTP argumenta que os compromisso assumidos com os funcionários não têm menos valor do que os que dizem respeito às parceria público-privadas.


"Os trabalhadores da Administração Pública nos últimos anos tiveram as progressões congeladas, mas foram avaliados, portanto, é altura de os receberem o que têm direito", afirmou, na entrevista.

"Não aceitamos que se invoque o cumprimento dos compromissos, nomeadamente, com as parcerias público-privadas, com os swaps, e depois se desconsidere os compromissos com os trabalhadores. Os compromissos são de idêntico valor e de idêntica dignidade. O Governo tem que assumir as suas responsabilidades pagando o que deve aos trabalhadores", acrescentou.

A avaliar pelas estimativas que ao longo dos anos têm sido apresentadas por responsáveis de vários governos, em causa estarão várias centenas de milhões de euros.

Em 2007, Teixeira dos Santos quantificou poupanças com congelamentos de progressões em 140 milhões de euros por ano.

Em 2015, Passos Coelho estimava que só o descongelamento de progressões relativas a 2011 custaria 300 milhões.


"Creio que desbloquear as progressões apenas de 2011 custaria 300 milhões de euros – e cada ano que acrescentemos seriam mais umas centenas de milhões", afirmou o ex-primeiro-ministro, em entrevista ao Observador. Em causa está "um dos problemas mais delicados que temos por resolver e para o qual não existe uma solução mágica", considerou.


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mais votado Anónimo 09.03.2017

São coerentes, se defendem a saída do euro o melhor será começar já por aí. Talvez pagar em geringonços que deverá ser uma moeda fote.

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Anónimo 09.03.2017

Portugal não contraiu uma divida pública que tem de pagar?
Então porque não pagar o que não pagou aos funcionários públicos, o que lhe é devido, não é o que todos dizem?
Porque querem renegociar unilateralmente a divida do Estado/Fnc. Pub e não o fazer com a divida externa.

Anónimo 09.03.2017

Uma vergonha este senhor....haja tachos....Depois admiram-se que a malta crie contas offshore....esta malta era o que precisava, que pague do seu bolso e da conta da CGTP que deve estar cheia

Investidor 09.03.2017

Siga o circo. Palhaços não faltam...

Mr.Tuga 09.03.2017

A teta do CONTRIBUINTE tem muito leitinho para os xuxas e geringonços distribuirem pela rapaziada da FP! O importante é manter a rapaziada da FP e sindicaleiros felizes e motivados.
Como os 88 PSP que diariamente faltam para actividade sindicaleira! São 31.000 faltas ano pagas pelo CONTRIBUINTE!

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