Emprego CGTP fora do acordo mesmo sem descida da TSU

CGTP fora do acordo mesmo sem descida da TSU

A eliminação da descida da TSU é “muito importante” para a CGTP, mas “não chega”. Seriam necessárias decisões na lei laboral que Governo e patrões não querem dar.
CGTP fora do acordo mesmo sem descida da TSU
Catarina Almeida Pereira 26 de janeiro de 2017 às 11:30

A concertação da alternativa pode ter sido feita à esquerda, mas não ainda foi feita com a CGTP. A eliminação da descida da TSU, intensamente contestada pela central sindical nos últimos anos, não é suficiente para garantir a assinatura de Arménio Carlos no acordo de concertação social.

Questionado pelo Negócios, o secretário-geral da CGTP refere que a eliminação da TSU é "muito importante" mas que seria necessário que os patrões e o Governo aceitassem a revogação da caducidade das convenções colectivas e a calendarização de medidas concretas de combate à precariedade para envolver a CGTP num acordo.

"É muito importante o desconto na TSU ter caído, pelo que representa no impacto que pode ter de estímulo aos baixos salários, à precariedade e ao bloqueio da contratação colectiva", começa por responder Arménio Carlos.

"Mas não é suficiente porque ainda não há resposta a questões de fundo: a revogação da caducidade das convenções colectivas, medidas concretas de combate à precariedade, a abertura de um processo imediato de revogação das normas gravosas da legislação laboral", conclui.

As reivindicações de Arménio Carlos são incompatíveis com as posições que tem assumido o Governo – que não quer revogar a caducidade da lei – e as confederações patronais, que querem congelar alterações à legislação do trabalho.

A questão foi lançada esta quarta-feira à noite, em jeito de provocação, pelo presidente da CIP.

"Gostaria de perceber agora se com o PEC", solução defendida "pelos partidos políticos de esquerda" a CGTP "vem juntar-se aos parceiros subscritores" do acordo, afirmou António Saraiva, na SIC Notícias.




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mais votado Anónimo 26.01.2017

O sr. não tem sido justo com as empresas que trabalham em Portugal e pagam todos impostos em Portugal. Alguma vez teve vontade de propor aos governos que a tsu fosse aumentada para quem paga no final os impostos em paraísos fiscais?
Querer ter sol na eira e chuva no naval ao mesmo tempo não é possível.Toda a gente quer comprar produtos asiáticos e terem emprego. As Industria Portuguesa só sobrevirá se o povo consumir mad in Portugal .
Temos que começar olhar para o sr. Trump.

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Oh! Arménio... 26.01.2017

Oh Arménio. Já sabemos que só sabes dizer NÃO! Mas gostaria que me respondesses a uma dúvida antiga. Quantas greves houve, entre 1917 e 1989 lá na tal terra do sol que ilumina o mundo, o paraíso dos trabalhadores? Será que lá te deixariam abrir a boca, ou já estarias de férias na Sibéria?

Anónimo 26.01.2017

A CGTP sempre prejudicou os trabalhadores. Por causa daquela Centrál muitas empresas fecharam e os trabalhadores foram para o desemprego. Hoje vive das contribuições mensais dos professores, enfermeiros e outros funcionários públicos.

carlos gomes 26.01.2017

Como é possível chamar PARCEIRO , a quem nunca assinou um acordo ? só neste País , fala muito mas salta fora logo que é preciso assumir e depois vem cá para fora ( botar faladura ). acho que chegou a hora de correr com esta gente inútil e colocar lá alguém com visão estratégica de futuro !!!

Anónimo 26.01.2017

ESTES ESTÃO E ESTARÃO SEMPRE DO CONTRA. PARA ELES OU É TUDO OU NADA MESMO QUE AS EMPRESAS NÃO POSSAM. NINGUÉM PODE ESPERAR VER A CGTP UM DIA SENTAR-SE À MESA COMO GENTE CIVILIZADA A DEFENDER OS INTERESSES DOS TRABALHADORES MAS TAMBÉM DAS PRÓPRIAS EMPRESAS.GENTE NOVA PRECISA-SE ESTES NÃO EVOLUEM!

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