Emprego CGTP promete intensificar acção e luta para Governo aceitar as suas reivindicações

CGTP promete intensificar acção e luta para Governo aceitar as suas reivindicações

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, prometeu quarta-feira intensificar a acção sindical e usar todas as formas de intervenção e de luta para levar o Governo a responder às reivindicações da central.
CGTP promete intensificar acção e luta para Governo aceitar as suas reivindicações
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 13 de abril de 2017 às 07:17
"Queremos que fique claro que privilegiando o diálogo e a negociação, a CGTP não abdica de nenhuma forma de intervenção, não rejeita o uso de todas as formas de luta ao seu alcance, nem credencia a ninguém para negociar em sua representação", afirmou Arménio Carlos, perante mais de uma centena de dirigentes e antigos dirigentes da Intersindical.

O sindicalista falava num jantar comemorativo do 40.º aniversários do "Congresso de todos os Sindicatos", o segundo congresso da Inter, que encheu o Pavilhão dos Desportos entre 27 e 30 de Janeiro de 1977.

O líder da CGTP disse que, perante a aproximação do 1.º de Maio, a central sindical e as sua estruturas vão "intensificar a acção sindical em todos os planos, a começar pelos locais de trabalho, sem descurar a convergência na rua e a intervenção no plano institucional pela valorização do trabalho e dos trabalhadores".

O objetivo é levar o Governo a "assumir com coragem e determinação política a resposta às propostas e reivindicações dos sindicatos da CGTP-IN".

Arménio Carlos reafirmou a necessidade de revisão da legislação laboral, o investimento no emprego com direitos e uma justa distribuição da riqueza, através da contratação coletiva, a renegociação da dívida e a rotura com o Tratado Orçamental.

O sindicalista lembrou a importância deste congresso para a história da central, considerando que ele unificou e reforçou a sua estratégia sindical e a coesão do movimento sindical unitário.

O "Congresso de todos os sindicatos - congresso da unidade", que se designou assim porque na altura só existia uma central sindical resultou de quase um ano de trabalho preparatório, durante o qual se realizaram 4.357 reuniões, 457 plenários de zona, 243 assembleias gerais, 2.634 plenários de empresa, 1.023 reuniões com comissões de trabalhadores e delegados sindicais.

Participaram no congresso 1.147 delegados em representação de 258 sindicatos e ainda, como convidados, 2.925 delegados sindicais e membros de comissões de trabalhadores.

A conhecida palavra de ordem "CGTP - Unidade Sindical" foi aprovada neste congresso e passou a ser usada posteriormente em todas as manifestações e no jantar de hoje foi usada várias vezes.

Foi também no congresso de 1977 que o nome da central passou a ser Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP- IN).

Neste segundo congresso da Inter entraram para a direcção da central sindicalistas que se tornaram históricos como Carvalho da Silva, Maria do Carmo Tavares, José Ernesto Cartaxo, entre outros, que já deixaram os corpos sociais por uma questão de idade.

Manuel Carvalho da Silva, que esteve presente no encontro, disse à agência Lusa que na altura, apesar de ser muito novo, tinha 28 anos, assumiu responsabilidade da organização da estrutura e passados nove anos passou a liderar a CGTP como coordenador e posteriormente como secretário geral, cargo que deixou há 5 anos.

A comemoração terminou com uma actuação de uma grupo coral alentejano, de Aljustrel, composto por elementos do sindicato dos mineiros, que cantou, entre outras, a emblemática canção de Zeca Afonso "Grândola Vila Morena.



A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 2 semanas

Com o apoio de toda a bicharada deste genero , e uma geringonca bem apoiada por uma esmagadora maioria da populacao, daqui a pouco, temos em Portugal um autentico paraiso.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Os parasitas em acção. Olhem para o calendário! Estamos em 2017, não 1917. Com todo o merdlim que fizeram de então para cá, ainda não aprenderam que de braço no ar nada se produz e que sem produção não há a tal riqueza para distribuir? Trabalhem, porra, ajudem o país a crescer e assim talvez.

Anónimo Há 2 semanas

Com o apoio de toda a bicharada deste genero , e uma geringonca bem apoiada por uma esmagadora maioria da populacao, daqui a pouco, temos em Portugal um autentico paraiso.

Anónimo Há 2 semanas

Ajudas aos bancários, ajudas aos excedentários... Depois chega sempre aquele dia em que pedem ajuda ao FMI. A receita socialista do costume.

pub