Europa Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas demite-se contra cortes de Macron

Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas demite-se contra cortes de Macron

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, sector que sofreu um corte orçamental imposto pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje a demissão.  
Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas demite-se contra cortes de Macron
Lusa 19 de julho de 2017 às 10:02

Em comunicado enviado à agência France Presse, Pierre de Villiers considera não ser mais capaz de garantir a sustentabilidade do modelo de exército em que acredita "para assegurar a segurança da França e dos franceses" e apoiar "as ambições do país".

 

Pierre de Villiers diz ainda que apresentou o seu pedido de demissão ao Chefe de Estado francês, que a aceitou.

 

Emanuel Macron tinha criticado já o oficial superior pelos comentários feitos ao orçamento do exército.

 

A manutenção ou não do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas tem agitado exército nos últimos dias, com o Presidente Emmanuel Macron a multiplicar os apelos à ordem, depois das críticas de Villiers aos cortes anunciados para o orçamento da Defesa.

 

"Sempre pretendi, desde a minha nomeação, manter um modelo de exército que garantisse a coerência entre as ameaças que pesam sobre a França e sobre a Europa, as missões das forças armadas, que não param de aumentar, e os recursos e orçamento necessários", declarou o general Villiers, recordando que assumiu todas as responsabilidades do cargo durante três anos e meio.

 

"No mais estrito respeito pela lealdade, que nunca deixou de ser o alicerce da minha relação com a autoridade política e a representação nacional, senti que era meu dever partilhar as minhas reservas em várias ocasiões, em particular, com total transparência e verdade", acrescentou.

 




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comentários mais recentes
J. SILVA 19.07.2017

O Macron é Chefe de Estado, não por especiais competências, mas antes pela crise que a França vive, e perante o caos agarraram-se a quem suscitou "mais credibilidade", mas isto é forma e o conteúdo é que é a prova dos nove. Está no estado de graça, mas já a derrapar e o seu passado é mais do mesmo.

Anónimo 19.07.2017

Os militares pensam que são deuses. Não têm humildade, acham que estão acima de tudo e não ouvem ninguém. Davam um grande contributo se pensassem também nas outras pessoas e colaborassem no desenvolvimento em tempo de paz.

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