Economia Chefe do Estado-Maior do Exército admite fuga de informação em roubo de Tancos

Chefe do Estado-Maior do Exército admite fuga de informação em roubo de Tancos

O chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, reconheceu hoje que quem roubou o material de guerra do quartel de Tancos tinha "conhecimento do conteúdo dos paióis" e admitiu a possibilidade de fuga de informação.
Chefe do Estado-Maior do Exército admite fuga de informação em roubo de Tancos
O chefe do Estado-Maior do Exército reconheceu que quem roubou o material de guerra do quartel de Tancos tinha "conhecimento do conteúdo dos paióis".
Bruno Simão/Negócios
Lusa 01 de julho de 2017 às 14:57

"Para haver algo deste género tem de haver informação interna", assumiu, em declarações à SIC, o chefe do Estado-Maior do Exército, relativamente ao roubo de material militar em Tancos, acrescentando que, além da investigação conduzida pela Polícia Judiciária Militar e pela Polícia Judiciária, vai decorrer um inquérito no Exército para apuramento de eventuais responsabilidades.

 

Rovisco Duarte disse que o roubo ocorreu numa zona cuja vedação ainda não tinha sido reforçada com material mais resistente, no âmbito das medidas de melhoria da segurança das instalações militares.

 

Segundo o chefe do Estado-Maior do Exército, "estes roubos podem acontecer em qualquer país e em qualquer Exército, desde que haja vontades e capacidades".

 

O Exército revelou na sexta-feira que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

 

Rovisco Duarte sublinhou que o material de guerra roubado foi seleccionado por quem tinha "conhecimento do conteúdo dos paióis".

 

Face ao incidente, a segurança foi reforçada nos paióis com "o aumento de efectivos" e com "patrulhas mais robustas", assinalou, referindo que "não se permite ajuizar" sobre a falta de funcionamento do sistema de videovigilância do quartel, parado há dois anos.

 

O chefe do Estado-Maior do Exército frisou que os planos de segurança e vigilância foram cumpridos.

 

O ministro da Defesa assumiu hoje a "responsabilidade política" pelo roubo em Tancos, depois de os partidos políticos terem criticado o sucedido, com o CDS-PP a exigir a audição parlamentar de Azeredo Lopes e o PSD a pedir também para ser ouvido o general Rovisco Duarte.




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comentários mais recentes
Anónimo 01.07.2017

A incompetência, o dolo e o desleixo subjacentes aos escândalos de Tancos e Pedrógão são reflexo da incompletude das reformas sugeridas a Portugal pelo FMI, a União Europeia e a própria OCDE. Se o excedentarismo continuadamente subsidiado e o sobrepagamento bem acima do preço de mercado, têm a primazia por parte do poder político e da sociedade em geral, com prejuízo para o investimento reprodutivo, a inovação e o empreendedorismo capazes de criar valor, Tancos, Pedrógão e o 6 de Abril de 2011, serão sempre o corolário lógico de tais opções políticas e desígnios populares.

Anónimo 01.07.2017

Desde o exercito á Proteção civil Portugal está transformado num ninho, sem pessoas responsaveis. Se o exercito tivesse gente á altura, há muito que já tinha feito reformas para o país que somos.

Anónimo 01.07.2017

Deve existir mais lealdade e menos quarteis e melhores. Quanto ao armamento, não se sabe quando foi roubado, quem foi, e a que mãos foi parar, onde está, e qual será a sua utilização. Isto aconteceu porque Portugal está mesmo sem dinheiro.

É urgente um corte nos quadros superiores das F.A. 01.07.2017

A arrogância de casta da maioria dos generais e oficiais generais, casada com uma incompetência que dá nas vistas, não é mais suportável.
É urgente, de facto, um reajustamento substancial de corte nos quadros superiores das Forças Armadas Portuguesas, pelo simples motivo de que não se justificam.

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