Economia Chefe do Exército volta a nomear os cinco comandantes exonerados

Chefe do Exército volta a nomear os cinco comandantes exonerados

O chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Rovisco Duarte, voltou a nomear para os mesmos cargos os cinco comandantes que tinha exonerado para não perturbar as averiguações internas sobre o furto de material de guerra em Tancos.
Chefe do Exército volta a nomear os cinco comandantes exonerados
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Lusa 17 de julho de 2017 às 18:17
"O Exército informa que os oficiais em causa foram nomeados pelo Chefe do Estado-Maior do Exército para os mesmos cargos, com efeitos a partir de 18 de Julho de 2017", é referido num comunicado do Exército.

Esta decisão foi tomada "considerando que com a conclusão destas averiguações se encontram ultrapassadas as razões que justificaram a exoneração dos comandantes".

A exoneração destes militares tinha sido anunciada no passado dia 1 de Julho pelo CEME, Rovisco Duarte (na foto), em declarações à RTP.

"Não quero que haja entraves às averiguações e decidi exonerar os cinco comandantes das unidades que de alguma forma estão relacionadas com estes processos", anunciou Rovisco Duarte, em declarações à RTP.

O porta-voz do ramo, tenente-coronel Vicente Pereira, esclareceu posteriormente que estas exonerações visavam um "afastamento temporário" e que no final das investigações internas poderiam "voltar a funções".

Os militares que tinham sido exonerados são o comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reação Rápida, tenente-coronel Correia, o comandante do Regimento de Infantaria 15, coronel Ferreira Duarte, o comandante do Regimento de Paraquedistas, coronel Hilário Peixeiro, o comandante do Regimento de Engenharia 1, coronel Paulo Almeida, e o comandante da Unidade de Apoio de Material do Exército, coronel Amorim Ribeiro.

A decisão do CEME de exonerar os cinco comandantes de unidade suscitou polémica no Exército, com dois generais da estrutura superior do Exército a assumirem publicamente a sua discordância face à forma como o Rovisco Duarte geriu este caso.

O tenente-general António de Faria Menezes pediu a exoneração do comando das Forças Terrestres, ocupado agora em "suplência" pelo número 2, major-general Cóias Ferreira.

A segunda "baixa" foi a do tenente-general Antunes Calçada, que pediu a passagem à reserva por, segundo noticiou o semanário Expresso, "divergências inultrapassáveis" com o CEME alegadamente devido à forma como o general Rovisco Duarte decidiu exonerar os cinco comandantes.



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genio 18.07.2017

Que p u t a de palhaçada....
Querem fazer dos Portugueses uns otários...

O Exército virou Circo... 17.07.2017

...e com vários palhaços! Um "demite" os outros e depois volta a nomeá-los (para não perturbarem as investigações, o que denota um grau de confiança fantástico), e os outros, depois de lhes ter sido dito que não confiavam neles, voltam a aceitar os cargos e a reportar ao mesmo que os "demitiu"...

Anónimo 17.07.2017

As Forças Armadas devem dar a sua contribuição ao normal desenvolvimento do país, fazendo elas as reformas que já deveriam ter sido feitas. Os srs. generais sabem que assim não se pode continuar.

Camponio da beira 17.07.2017

Eu sou do tempo so SMO. Naquele tempo havia rigor, confiança nos militares, faziam-se rondas aleatorias AOS MILITARES DE GUARDA 24/24,mas com munições. Eu pedia ao quarteleiro uma fita de HK 21 como agora peço uma imperial num café. os tramites eram os mesmos, só não pagava.Devolvia depois.

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