Conjuntura China regista maior queda das exportações desde 2009 perante ameaça de Trump

China regista maior queda das exportações desde 2009 perante ameaça de Trump

As exportações chinesas caíram em 2016 pelo segundo ano consecutivo, naquela que foi mesmo a maior quebra registada desde 2009. A perspectiva de ameaça de uma guerra comercial com os Estados Unidos penalizou as vendas ao exterior.
China regista maior queda das exportações desde 2009 perante ameaça de Trump
Bloomberg / Reuters / Getty Images
David Santiago 13 de Janeiro de 2017 às 07:52

Em 2016 as exportações da China caíram pelo segundo ano consecutivo. Trata-se mesmo da maior queda registada desde 2009, ano em que se vivia ainda a ressaca da crise internacional.

 

A penalizar o comportamento das exportações da segunda maior economia mundial esteve uma vez mais a persistente fraca procura global e ainda os receios quanto a uma eventual guerra comercial com os Estados Unidos, o que adensa as ameaças para o ano de 2017.

 

As remessas para o estrangeiro caíram 7,7% em 2016, mostram os dados oficiais divulgados esta sexta-feira, 13 de Janeiro, por Pequim. Já as importações realizadas pela economia chinesa caíram também 5,5%. O excedente comercial chinês também recuou pela primeira vez desde 2011, tendo caído do valor recorde de 593,9 mil milhões de dólares obtido em 2015 para 512,9 mil milhões de dólares em 2016.

 

De acordo com a agência Bloomberg, em Dezembro de 2016 as exportações chinesas recuaram 6,1% face ao período homólogo, enquanto as importações acabaram por crescer 3,1%, garantindo nesse período um excedente comercial de 40,8 mil milhões de dólares para a economia do país.

 

Estes dados surgem a uma semana de Donald Trump tomar oficialmente posse como presidente dos Estados Unidos. Trump tem acusado a China de ser um país manipulador cambial e já ameaçou introduzir tarifas aduaneiras aos produtos chineses.

 

A agência Reuters escreve que mesmo que as ameaças realizadas por Donal Trump acabem por não se materializar, os analistas antecipam um provável deterioramento das relações político-económicas entre os EUA e a China, o que acabará por repercutir na confiança da economia global.

 

Ainda assim a acomodar de alguma forma o impacto decorrente da quebra das exportações esteve a depreciação do yuan ao longo do ano passado, com a divisa chinesa a desvalorizar 6,5% face ao dólar em 2016.




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