Ásia China substitui ministro das Finanças

China substitui ministro das Finanças

A substituição do ministro reformista pelo anterior líder do Fisco chinês é encarada com normalidade pelos especialistas, não só pela idade de Lou Jiwei como pelos ajustamentos que o PC chinês está a levar a cabo antes do congresso de 2017.
China substitui ministro das Finanças
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 07 de Novembro de 2016 às 09:49

O governo de Pequim substituiu esta segunda-feira, 7 de Novembro, o ministro das Finanças, Lou Jiwei, tido como um reformista, por Xiao Jie, um ex-vice-secretário do Conselho de Estado.


De acordo com o Financial Times, a substituição deverá estar relacionada com a idade do até aqui responsável das Finanças, de 66 anos, e com alterações tendo em conta o próximo encontro magno do Partido Comunista chinês.


"É normal que quadros a nível ministerial se afastem nesta idade. O partido está a fazer ajustamentos antes do congresso [do próximo ano]," afirmou ao jornal o professor universitário Qiao Um.


Além das Finanças, o governo de Pequim fez ainda mexidas nas pastas de segurança do Estado e Assuntos Civis.

 

Xiao Jie, de 59 anos, além das funções no Conselho de Estado, presidiu durante seis anos ao Fisco chinês e começou a sua carreira no Ministério das Finanças. É visto como um dos elos entre o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro chinês Li Keqiang.


A notícia foi avançada pela agência estatal Xinhua, que refere que a decisão teve origem no comité permanente do parlamento chinês. Nas mãos de Lou Jiwei – que presidiu ao fundo soberano chinês - estiveram matérias como o financiamento da administração local e reequilíbrio orçamental da economia chinesa.


Nas últimas semanas, além de questionar as propostas de comércio internacional do candidato republicano Donald Trump, Jiwei anunciou também a intenção de introduzir impostos sobre a propriedade. Antes, tinha impedido os governos locais de se financiarem através de veículos informais, apresentando como alternativa a emissão de obrigações, travando a expansão da dívida.


A remodelação no Executivo acontece a quatro meses da tomada de posse do próximo Governo, em Março de 2018.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

As razoes subjacentes a esta substituicao tem a ver com as eleicoes norte-americanas e a possibilidadede a China conjuntamente com a Russia criarem umamoeda que sirva de pagamento internacional como o dolar. Se tal acontecer, avizinha-se uma crise financeira de enormes dimensoes.

pub
pub
pub
pub