Economia Chineses da TAP admitem crise de liquidez mas mostram-se confiantes na recuperação

Chineses da TAP admitem crise de liquidez mas mostram-se confiantes na recuperação

O chairman do HNA Group admitiu à Reuters "problemas de liquidez" mas mostrou-se confiante que o conglomerado chinês vai "superar as dificuldades e manter um desenvolvimento sustentável, saudável e estável".
Chineses da TAP admitem crise de liquidez mas mostram-se confiantes na recuperação
Rita Faria 18 de janeiro de 2018 às 10:44

O chinês HNA Group, que tem sido notícia na imprensa internacional devido à elevada dívida e às dificuldades de financiamento, está confiante de que a empresa vai superar os problemas financeiros e continuar a ter o apoio de bancos e outras instituições financeiras.

 

Em entrevista à Reuters, o chairman do conglomerado chinês explicou que os problemas de liquidez existem "porque fizemos um grande número de fusões", numa altura em que a economia do país passou "de um crescimento rápido a moderado", penalizando o acesso do grupo a financiamento.

 

"A subida dos juros por parte da Reserva Federal e a desalavancagem na China provocaram problemas de liquidez no final do ano passado a muitas empresas chinesas", afirmou Chen Feng, citado pela agência noticiosa, acrescentando, porém, estar "confiante que vamos superar as dificuldades e manter um desenvolvimento sustentável, saudável e estável".

 

Como sublinha a Reuters, foi um raro reconhecimento por parte de um responsável da HNA de que o grupo enfrenta problemas financeiros, depois de, nas últimas semanas, vários bancos locais terem demonstrado preocupações devido à falta de pagamentos, e de os custos de financiamento da empresa terem disparado. Ainda no início desta semana, o Financial Times noticiou que o grupo, que é accionista da TAP, enfrenta taxas entre 11 e 12% para se financiar a um ano.

 

Na mesma entrevista, o chairman do HNA afirmou que "depois de anos de desenvolvimento extraordinário", a empresa está agora focada em operações de integração, na criação de sinergias e na melhoria da gestão.

 

"O nosso negócio tornou-se tão grande que precisamos de melhorar a eficiência", disse Chen. "O objectivo a longo prazo não mudou, que é tornarmo-nos uma empresa de nível mundial. 2018 é o nosso ano de eficácia".

 

A dívida do grupo, que tem feito soar os alarmes, cresceu mais de um terço nos primeiros 11 meses de 2017 para um total de 637,6 mil milhões de yuan (cerca de 81 mil milhões de euros), enquanto os activos atingiram 1,2 biliões de yuan em Junho.

 

Em meados de Dezembro, o conglomerado colocou à venda cerca de 20 imóveis comerciais no valor de 6 mil milhões de dólares - incluindo edifícios em Nova Iorque, Londres e outras grandes cidades mundiais – para gerar liquidez e ajudar a pagar a dívida, que financiou mais de 80 negócios anunciados nos últimos dois anos, incluindo grandes participações no Deutsche Bank e na cadeia de hotéis Hilton




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