Mundo Colombianos rejeitam em referendo acordo de paz do Governo com as FARC

Colombianos rejeitam em referendo acordo de paz do Governo com as FARC

Os eleitores colombianos rejeitaram hoje, em referendo, o acordo de paz do Governo com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Colombianos rejeitam em referendo acordo de paz do Governo com as FARC
Reuters
Lusa 03 de outubro de 2016 às 07:52

De acordo com os resultados oficiais, quando estavam escrutinadas 99,08% das mesas, 50,24% dos votantes (6.400.516) disseram "não" ao acordo e 49,75% (6.338.473) disseram "sim". 

 

Para que a consulta popular seja válida, é necessário um mínimo de 4.536.992 votos "sim", fasquia que foi ultrapassada.

 

O acordo de paz foi assinado na segunda-feira, em Cartagena das Índias, pelo Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e pelo "número um" das FARC, Rodrigo Londoño.

 

A pergunta à qual os eleitores tinham que responder, hoje, com um "sim" ou um "não", era se apoiavam o acordo final para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura.

 

O acordo de paz, para ser válido, tinha de ser ratificado em referendo. O Governo colombiano admitiu, anteriormente, que não tinha um "plano B" caso o acordo de paz fosse rejeitado.

 

Presidente da Colômbia admite derrota no referendo sobre o acordo de paz

 

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reconheceu hoje a vitória do "não" no referendo sobre o acordo de paz assinado com a guerrilha das FARC, mas prometeu continuar os esforços para acabar com a guerra de 52 anos. "A maioria disse 'não' ao acordo", afirmou, num discurso difundido pela televisão.

 

Juan Manuel Santos manteve, no entanto, o objectivo de acabar com o conflito: "Não vou desistir e vou continuar a procurar a paz até ao último dia do meu mandato", afirmou.




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comentários mais recentes
Venexos 03.10.2016

Um pouco de cultura geral:

Era um presente envenenado inventado pelos Cubanos e pelo já desaparecido Hugo Chavez. Pretendiam deixar as armas desde que o estado desse garantias que nunca iam ser julgados pelos crimes:Sequestros, extorsão, narcotráfico, guerra de guerrilhas, paramilitarismo, etc.

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