Economia Comentários "deselegantes" de Romney colocam campanha sob fogo

Comentários "deselegantes" de Romney colocam campanha sob fogo

Os palestinianos estão empenhados na "destruição e eliminação de Israel" e metade dos norte-americanos são dependentes do Estado, disse o candidato republicano.
Lusa 19 de Setembro de 2012 às 09:52
A campanha de Mitt Romney foi hoje duramente criticada após a emergência de declarações do candidato presidencial republicano, que o próprio considera "deselegantes", contra a metade de norte-americanos que vivem da "dependência do Estado".

"Há 47% da população que vai votar no presidente [democrata Barack Obama] em qualquer circunstância, que são dependentes do governo, que acreditam que são vítimas e que o governo tem responsabilidade de cuidar deles, que acreditam que têm direito a cuidados de saúde, alimentação, habitação, o que for", afirma Romney no vídeo.

Estes cerca de 47% não pagam impostos e, adianta o ex-governador do Massachusetts, o papel do candidato presidencial não é preocupar-se com elas.

"Nunca vou convencê-los de que devem tomar responsabilidade pessoal e cuidar das suas vidas", adianta.

O vídeo amador, publicado em excertos no site da revista Mother Jones, é de um evento em Maio na Florida com doadores com grandes rendimentos.

Hoje foram divulgados novos excertos, com Romney a dizer que os palestinianos estão empenhados na "destruição e eliminação de Israel" e sugerindo que uma administração presidida por si iria abrandar os esforços de paz no Médio Oriente.

A sete semanas das eleições, o candidato republicano foi obrigado a convocar uma conferência de imprensa para dizer que as declarações foram improvisadas, admitindo que não foram "elegantemente proferidas".

"Tenho a certeza que poderia tê-lo dito com maior clareza, de uma maneira mais eficaz do que disse nessas circunstâncias. Claro que quero ajudar todos os americanos", afirmou.

Os dois candidatos estão separados por poucos pontos nas sondagens, e a campanha do democrata Barack Obama, que surge quase sempre à frente nas mesmas, veio de seguida qualificar as declarações de "chocantes".

"É difícil servir como presidente de todos os americanos quando se desqualificou desdenhosamente metade da nação", disse o director de campanha de Obama, Jim Messina.

Em 2008, o próprio presidente Barack Obama foi criticado por ter dito num evento privado que alguns habitantes de zonas rurais deprimidas se tornam agressivos e "agarram-se às armas ou religião ou antipatia para com pessoas que não são como eles".

Obama está hoje em Nova Iorque para um evento de recolha de fundos para a campanha, com a presença das estrelas "pop" Beyoncé e Jay-Z.




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comentários mais recentes
Paulo Nascimento 19.09.2012

Realmente era bem melhor quando os cidadãos americanos sem seguro de saúde morriam à porta dos hospitais por ser-lhes negado o acesso... Um país de fascistas disfarçados. Viva o capitalismo!

Anonimo 19.09.2012

Os Estates já foram assim e por isso é que hoje são a única superpotência... Agora é que estão a ficar iguaizinhos à Europa do Social, com o estado como paizinho de privados e empresas...

Anónimo 19.09.2012

Pois, é assim que vão construir um país evoluido, uma sociedade solidária, etc...

GloriosoPT 19.09.2012

Cá o Steps Rabbit pensa o mesmo mas fica calado... prefiro o Romney, é mais honesto, burro, faxo, mas honesto.

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