Conjuntura Comércio externo alemão abaixo das expectativas em Junho

Comércio externo alemão abaixo das expectativas em Junho

Exportações e importações evoluíram em sentido contrário ao estimado pelos analistas, contribuindo ainda assim para reforçar o excedente comercial da maior economia do euro.
Comércio externo alemão abaixo das expectativas em Junho
Negócios 08 de agosto de 2017 às 08:45
As trocas comerciais da Alemanha com o estrangeiro progrediram em Junho a um ritmo inferior ao esperado pelos analistas.

De acordo com os dados do gabinete de estatísticas germânico Destatis, conhecidos esta terça-feira, 8 de Agosto, as importações caíram - ajustadas a efeitos sazonais - 4,5% em cadeia, enquanto as exportações recuaram 2,8%.

O mercado aguardava, de acordo com a Bloomberg, um crescimento de 0,2% em ambas as componentes. Já em termos homólogos, a evolução foi positiva para ambas as categorias - de 0,7% nas importações e 3,6% nas exportações.

A maior queda das compras ao exterior ajudou, ainda assim, a melhorar a balança comercial alemã, cujo excedente passou de 22 mil milhões de euros em Maio para 22,3 mil milhões de euros em Junho, um valor abaixo dos 23 mil milhões esperados.

Já a balança de pagamentos subiu de 16 mil milhões de euros para 23,6 mil milhões. 

"Muitos indicadores apontam para um segundo trimestre forte. A economia alemã está a ter muitas encomendas da Zona Euro. O número de empregos na Alemanha está a crescer consistentemente, o que está a impulsionar o consumo," disse ao Financial Times Timo Wollmershaeuser, do Ifo Institute.

Esta segunda-feira, dados também do mês de Junho apontavam para a primeira queda em seis meses para a produção industrial alemã, algo que os analistas vêm como circunstancial e não afectando a performance do motor da economia europeia na primeira metade do ano.

"A economia alemã ainda está em condições de concretizar outro trimestre forte. Dados os fundamentais sólidos, um mês de fraca actividade das indústrias deverá ser como um chuvisco num dia quente e húmido de Verão: um refresco bem-vindo", afirmou ao Financial Times o economista-chefe da ING, Carsten Brzeski.




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