União Europeia Comércio internacional e consumo interno sustentam PIB do Reino Unido

Comércio internacional e consumo interno sustentam PIB do Reino Unido

O instituto de estatísticas do Reino Unido confirmou o crescimento do PIB no país no terceiro trimestre em 0,5%. O comércio internacional deu um empurrão importante.
Comércio internacional e consumo interno sustentam PIB do Reino Unido
Reuters
Alexandra Machado 25 de Novembro de 2016 às 11:01
O Reino Unido teve um crescimento económico no terceiro trimestre de 0,5%, face ao trimestre anterior, puxado pelo aumento das despesas dos consumidores, mas também pelo comércio internacional. É o 15.º trimestre consecutivo de crescimento desde o primeiro trimestre de 2013.

Na comparação homóloga, o PIB cresceu 2,3%.

A evolução do PIB britânico foi confirmada pela entidade de estatísticas britânicas que esta sexta-feira, 25 de Novembro, que manteve a primeira avaliação que apontava, logo, para uma evolução de 0,5% nos três meses subsequentes ao referendo, de 23 de Junho, que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia.

No primeiro trimestre completo depois dessa decisão, a economia britânica, segundo a Bloomberg, mostra resistência. 

Os gastos das famílias cresceram 0,7% face ao segundo trimestre e o investimento empresarial aumentou 0,9%. Este último dado, em particular, é visto pela Capital Economics como um atenuar dos receios de que o referendo iria por um travão ao investimento. Ainda assim face ao mesmo trimestre há um ano teve uma queda de 1,6%. 

Apesar destes dados revelarem poucos efeitos do Brexit na economia, certo é que a projecção de crescimento para 2017 foi revista de 2,2% para 1,4%, mas foi revista em alta para 2016 para 2,1%. Para o próximo ano, o gabinete de estatísticas aponta para um menor investimento e mais fraca procura interna, devido a incertezas com o processo de saída e maior inflação devido à depreciação da libra. Nas mesmas projecções espera-se uma recuperação para 1,7% em 2018, 2,1% em 2019 e 2020 e 2% em 2021.


Nos dados que confirmam um crescimento de 0,5% no terceiro trimestre do ano, com o comércio internacional a dar um contributo importante. Depois de ter caído 0,8% no segundo trimestre, o saldo comercial contribuiu com um salto de 0,7%, com as exportações a subirem 0,7%, face à queda de 1% no segundo trimestre, e as importações a caírem 1,5%, depois do crescimento de 1,3% no trimestre anterior. Segundo a análise da Capital Economics, a melhoria nos inquéritos que medem as encomendas de exportações sugere que a queda da libra poderá ter um impacto positivo nas vendas ao exterior. 

Segundo a Bloomberg este é mesmo o maior contributo do comércio internacional para o PIB desde o início de 2014 e o primeiro este ano. 

Para a Capital Economics, numa nota assinada pela economista Ruth Gregory, o accionamento do artigo 50.º do Tratado de Lisboa pode trazer quedas no sentimento empresarial e consequentemente no investimento. Por outro lado, "o efeito negativo da queda da libra ainda não foi sentido, ainda que admitamos que os importadores e os retalhistas possam absorver alguma da subida do custo das importações". 




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