Ásia Comércio internacional na China surpreende em Maio

Comércio internacional na China surpreende em Maio

Tanto as exportações como as importações avançaram além do esperado pelos analistas, que estimam que o arrefecimento da procura interna e dos estímulos possa vir no entanto a condicionar o ritmo de evolução no que resta do ano.
Comércio internacional na China surpreende em Maio
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 08 de junho de 2017 às 07:44

As vendas da China ao exterior cresceram em Maio acima do esperado pelos analistas, mas as importações registaram uma taxa de crescimento ainda mais elevada, atenuando o excedente comercial na segunda maior economia do mundo.

As exportações aumentaram 8,7% em termos homólogos, acima dos 8% registados no mês anterior e dos 7% aguardados pelos economistas.


Os números da administração de alfândegas da China mostram ainda as importações a disparar 14,8%, acima dos 11,9% do mês precedente e muito além dos 8,5% esperados pelos analistas sondados pela Reuters.

Os valores das compras ao estrangeiro são muitas vezes influenciadas por oscilações no preço das matérias-primas que, segundo a Bloomberg, se mantiveram estáveis no mês de Maio.

As aquisições aos Estados Unidos aumentaram 27,1% face a Maio do ano passado, revertendo desde o início do ano - o período também marcado por um discurso mais proteccionista da administração norte-americana liderada por Donald Trump -uma contracção que durou dois anos.


O excedente comercial cifrou-se nos 40,8 mil milhões de dólares (36,2 mil milhões de euros), acima dos 33,7 mil milhões de euros do ano anterior.

"As importações, em particular, aguentaram-se surpreendentemente bem. Mas dada a aproximação dos efeitos na economia de uma redução dos estímulos, duvidamos que esta força se mantenha," disse Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics, à Bloomberg. 

Já Louis Kuijs, da Oxford Economics, espera que o crescimento das exportações para os EUA e a União Europeia aumentem a probabilidade de que as melhorias no comércio internacional sejam sustentáveis, mas antecipa que o arrefecimento da procura interna possa vir a pesar nas importações ao longo do que resta de 2017.

A Organização Mundial do Comércio prevê que a economia chinesa venha a "crescer moderadamente" no segundo trimestre.


A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub