União Europeia Comissão Europeia vai convocar reunião sobre ovos contaminados

Comissão Europeia vai convocar reunião sobre ovos contaminados

São doze os países que já sinalizaram a existência de ovos contaminados com o insecticida tóxico “fipronil”. A Comissão Europeia anunciou que irá convocar uma reunião sobre os ovos contaminados. Os ovos identificados não estão à venda em Portugal.
Comissão Europeia vai convocar reunião sobre ovos contaminados
Lusa 11 de agosto de 2017 às 09:40
A Comissão Europeia vai convocar os países do bloco afetados pelo escândalo dos ovos contaminados com o insecticida tóxico "fipronil" quando os factos forem apurados, anunciou hoje o comissário europeu da Saúde.

"Propus a realização de uma reunião de alto nível reunindo os ministros [dos países] visados e os representantes das agências de segurança alimentar de todos os Estados-membros implicados assim que o conjunto de factos esteja à nossa disposição", indicou Vytenis Andriukaitis, numa mensagem de texto enviada à agência noticiosa France Presse (AFP).

O comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar adiantou ainda ter já abordado o assunto com os ministros alemão, belga e holandês.

Doze países europeus (Áustria, Eslováquia, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, França, Suíça, Reino Unido, Luxemburgo, Suécia, Roménia e Holanda) já reportaram a existência de ovos contaminados nos circuitos comerciais.

O escândalo estalou no passado dia 2 deste mês, quando a Holanda alertou que tinha encontrado "fipronil" em vários lotes de ovos, embora a Bélgica tenha detectado a presença da substância tóxica antes, em 20 de Julho.

A Bélgica e a Holanda, onde a contaminação ocorreu, mobilizaram-se para encontrar os responsáveis e os inquéritos realizados nos dois países levaram à detenção na quinta-feira de dois responsáveis de uma empresa holandesa, que alegadamente usou o insecticida em explorações avícolas.

Os ovos identificados com o pesticida tóxico não estão à venda em Portugal, segundo adiantou na terça-feira fonte da Direcção-Geral da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (DGAV) à agência Lusa.