União Europeia Comissário da UE alerta para risco do regresso de jihadistas à Europa

Comissário da UE alerta para risco do regresso de jihadistas à Europa

Julian King, comissário europeu para a Segurança, alertou para a possibilidade de a expulsão do Estado Islâmico de Mosul, no Iraque, poder provocar um influxo de jihadistas para o território europeu.
Comissário da UE alerta para risco do regresso de jihadistas à Europa
Reuters
David Santiago 18 de Outubro de 2016 às 13:55

A expulsão do autodenominado Estado Islâmico (EI) do seu bastião no Iraque, a cidade de Mosul, poderá agravar a ameaça jihadista para a Europa. Segundo o britânico Julian King, comissário europeu para a Segurança, revelou esta terça-feira, 18 de Outubro, ao jornal Die Welt, a derrota do EI em Mosul pode resultar num influxo de jihadistas para território europeu.

 

No entender de Julian King, nomeado para esta função em Setembro passado, mesmo a chegada de um pequeno número de jihadistas à Europa apresentará uma "séria ameaça para a qual temos de nos preparar".

 

O aviso feito por este comissário europeu surge depois de esta segunda-feira o exército iraquiano – apoiado no terreno pelas forças armadas curdas (peshmergas) e forças paramilitares xiitas e no ar pela força aérea norte-americana – ter lançado uma ofensiva para recuperar a cidade de Mosul, o principal bastião do EI no Iraque. Foi em Mosul que no Verão de 2014 o líder deste grupo extremista sunita declarou a constituição do chamado califado do Estado Islâmico.

 

Este também diplomata britânico notou que em torno de Mosul combatem cerca de 2.500 cidadãos provenientes de Estados-membros da União Europeia. E se Julian King considera improvável que venha a verificar-se uma vaga de jihadistas de regresso à UE, avisa que mesmo o regresso de um pequeno número já seria muito perigoso.

 

Estima-se que permaneçam ainda cerca de cinco mil combatentes do EI em Mosul, num momento em que este grupo terrorista perdeu já o controlo sob boa parte do norte iraquiano até há pouco tempo ainda controlava. Por outro lado, também na Síria o EI tem perdido sistematicamente parcelas do território, estando sob uma grande ofensiva do exército de Damasco – apoiado pelas forças russa e iraniana – na cidade de Alepo, a segunda maior do país e que está praticamente destruída.

 

Em relação ao ataque a Mosul, as Nações Unidas já alertaram para o risco de os bombardeamentos poderem resultar em mais cerca de 1 milhão de pessoas deslocadas. Os campos de acolhimento da ONU perto de Mosul têm actualmente capacidade para receber apenas 130 mil pessoas, pelo que é grande o risco de que haja uma nova grande vaga de refugiados.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Jiahdistas fiscais são o que há mais em Portugal e que saiba são bem aceites pelo que a vinda doutra família não será relevante.

Anónimo Há 2 semanas


Os ladrões de esquerda

PS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO


PS = O partido dos mais Ricos

O PS apenas defende os interesses particulares de alguns grupos:


- Os empresários mais ricos (arranjou-lhes as PPP's);

- Os aposentados/reformados com pensões mais elevadas (opõe-se aos cortes);

- Os funcionários públicos (são os trabalhadores com salários mais elevados).


Os outros portugueses (a maioria)... que se lixem e paguem mais impostos e contribuições para sustentar os anteriores!

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