Economia Como Friedman tramou Keynes

Como Friedman tramou Keynes

Robert Skidelsky assumiu-se keynesiano logo no início da conversa e isso fica evidente ao longo de toda a entrevista. Mas nunca o seu apoio ao compatriota ficou tão evidente como quando foi questionado sobre as falácias de Keynes.
Como Friedman tramou Keynes
Reuters
Rui Peres Jorge 06 de Outubro de 2016 às 22:51
Robert Skidelsky assumiu-se keynesiano logo no início da conversa e isso fica evidente ao longo de toda a entrevista. Mas nunca o seu apoio ao compatriota ficou tão evidente como quando foi questionado sobre as falácias de Keynes.

Para o biógrafo, não há verdadeiramente erros no pensamento do economista britânico, cuja teoria caiu em desgraça nos anos 1970, vítima de choques económicos e de críticas pouco fundamentadas dos seus opositores, com Milton Friedman (na foto) à cabeça.

"A questão é saber o que correu mal com a revolução keynesiana nos anos 1970. Foi aí que as pessoas perderam a confiança em Keynes e a inflação começou a disparar", afirmou, para elencar de seguida a sucessão de choques da altura: "A América estava a travar a guerra do Vietname ao mesmo tempo que desenvolvia os programas da Grande Sociedade [ para combater a pobreza], financiando ambos com dívida em vez de impostos, e criando uma pressão inflacionista.


Depois, os preços das matérias primas começaram a explodir em 1969, 1970; o sistema de Bretton Woods colapsou; houve alterações na regulação bancária que provocaram uma explosão no crédito; e a crise do preço do petróleo da OPEP fez disparar os seus preços. Tudo isto prejudicou as economias" conclui, para atirar de seguida: "Milton Friedman pegou num dos elementos e contou uma única história: tudo se deve aos governos tentarem manter o desemprego abaixo da sua taxa chamada natural, injectando dinheiro e provocando inflação. Friedman deixou os outros elementos de fora. Mas isso não é científico". 



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