Mundo Comunidade internacional mobiliza-se para prestar ajuda humanitária às Filipinas

Comunidade internacional mobiliza-se para prestar ajuda humanitária às Filipinas

Países e organizações de todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, as Nações Unidas e a União Europeia, estão a mobilizar ajuda de emergência para as Filipinas, face à escala da devastação causada pelo tufão Haiyan.
Lusa 11 de novembro de 2013 às 09:18

O Pentágono está a enviar pessoal e equipamento militar para ajudar nos esforços de assistência pós-tufão, que poderá ter causado mais de dez mil mortos, naquele que se teme que seja o pior desastre natural das Filipinas.

 

"Os EUA estão já a providenciar significativa assistência humanitária e estamos prontos para ajudar ainda mais nos esforços governamentais de alívio e recuperação", disse o Presidente norte-americano, Barack Obama, num comunicado.

 

O Governo de Camberra anunciou hoje, por seu turno, ajuda no valor 10 milhões de dólares australianos (sete milhões de euros), em que se inclui uma fatia de 4 milhões de dólares australianos (2,8 milhões de euros) destinada a responder ao apelo global lançado pelas Nações Unidas.

 

A ajuda inclui ainda o envio de tendas, colchões, mosquiteiros, contentores de água e 'kits' de higiene e saúde.

 

Uma equipa de médicos australianos parte, na quarta-feira, num avião militar de Darwin para se juntar aos especialistas que já se encontram no terreno, indicou o Governo, após desbloquear fundos de emergência no valor de 490 mil dólares norte-americanos (366,4 mil euros) no domingo.

 

A Comissão Europeia e o Governo britânico anunciaram também, no domingo, que vão libertar três milhões de euros e 5,9 milhões de euros, respectivamente. Londres prometeu ainda enviar quatro especialistas em ajuda humanitária para se juntarem aos esforços de assistência no apoio às vítimas do tufão.

 

A Nova Zelândia, por seu turno, também anunciou hoje um pacote de ajuda no valor de 1,6 milhões de dólares (1,2 milhões de euros), ao passo que o Japão garantiu o envio de equipas médicas.

 

As autoridades filipinas têm trabalhado para fazer chegar a ajuda aos afectados, lutando para lidar com a escala da morte e destruição e com os relatos de violentos saques, falta de comida, de água potável e de abrigo.

 

O secretário-geral da ONU prometeu que as agências humanitárias da organização iriam "responder rapidamente para ajudar as pessoas em necessidade".

 

A Unicef indicou que um avião transportando 60 toneladas de ajuda, tais como medicamentos, deve chegar às Filipinas na terça-feira, e que seguir-se-ão entregas de purificadores de água, bem como de equipamentos de saúde.

 

Outras ajudas mobilizadas pela comunidade internacional incluem um carregamento inicial de 23 toneladas de ajuda e o envio de equipas de resgate por parte da Alemanha, bem como a canalização de uma verba equivalente a 3,5 milhões de euros para organizações de assistência humanitária por parte do Canadá.

 

Os Médicos Sem Fronteiras indicaram estar a enviar 200 toneladas de ajuda - incluindo medicamentos, tendas e 'kits' de higiene -, num carregamento que é esperado em meados desta semana nas Filipinas, já que o primeiro avião de carga parte hoje do Dubai e outro da Bélgica na próxima terça-feira.

 

Já o Governo de Taiwan prometeu a entrega imediata de 200 mil dólares norte-americanos (150 mil euros), enquanto o de Singapura doou 40 mil dólares (cerca de 30 mil euros).

 

O tufão Haiyan, batizado de Yolanda pelas autoridades filipinas, atingiu, na quinta-feira, as Filipinas, sobretudo a cidade de Tacloban, no leste do país, e poderá ter causado, segundo as estimativas oficiais, cerca de dez mil mortos e afectado 9,4 milhões de pessoas.

 

Segundo a Unicef, quatro milhões de crianças poderão ter sido afectados de alguma forma.

 

Depois de arrasar as Filipinas, o Haiyan chegou ao norte do Vietname com ventos superiores a 100 quilómetros por hora, obrigando as autoridades a proceder à retirada de cerca de 600 mil pessoas.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub