Política Comunistas vêem capitalismo "à rasca"

Comunistas vêem capitalismo "à rasca"

Dirigentes do PCP defenderam esta sexta-feira, no seu XX Congresso, que o sistema capitalista está em crise e que uma forma de difundir o ideal socialista podem ser as redes sociais e a internet.   
Comunistas vêem capitalismo "à rasca"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 02 de dezembro de 2016 às 20:28

O dirigente do PCP Agostinho Lopes descreveu um sistema capitalista "à rasca", contrariando a ideia de que a história "se finou em 1989" com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

 

Na tarde do primeiro dia XX Congresso do PCP, em Almada, o membro da Comissão Política do Comité Central Carlos Gonçalves condenou a "proliferação de 'cucos' [comentadores políticos e económicos], que visam tapar o PCP e a sua participação e intervenção políticas" na "Comunicação Social dominante, controlada pelo grande capital" e defendeu o recurso às redes sociais.

 

O único membro do Comité Central comunista que saiu da nova lista candidata ao órgão dirigente alargado, Albano Nunes, reafirmou que "o século XX não é o século em que o comunismo morreu, mas sim em que nasceu, como empreendimento concreto para a construção de uma sociedade nova liberta da exploração", citando o histórico líder Álvaro Cunhal.

 

Outro dirigente comunista, João Frazão, lamentou perante 1.200 delegados presentes no Complexo Municipal dos Desportos "Cidade Almada" o "bando de 'vende-pátrias', alguns dos quais ainda andam por aí" acusando PSD, CDS e PS de terem levado a cabo um "plano de destruição da produção nacional" que resultou nos actuais "elevados endividamento e défice externo" - "a burguesia dominante vendeu, nos corredores de Bruxelas, a riqueza nacional".

 

"Afinal, a história não se finou em 1989 [queda do muro de Berlim e desmantelamento da URSS]. Aí está a crise global, densa, profunda do capitalismo", sentenciou Agostinho Lopes, atribuindo a "responsabilidade" à "social-democracia e outras forças conservadoras do sistema capitalista".

 

Para o responsável pela comissão de assuntos económicos do PCP, "o capital anda à rasca, os seus ideólogos e a oligarquia financeira andam preocupados com a crise. Então, não estava resolvido, de uma vez por todas, desde a queda do muro?, questionou.

 

"A democracia não funciona como eles queriam, há resultados surpreendentes. Entretanto, o anticomunismo regurgita, como sempre, fétido, grosso..." criticou, num "tempo de muitas palavras, imagens e factos sobre o real para melhor se esconder a verdade", um "tempo de pós-verdade e pós-política".

 

Carlos Gonçalves, membro da Comissão Política do Comité Central, referiu-se ao "controlo pelo capital monopolista dos principais meios de comunicação social, que fez deles importante instrumento de dominação ideológica, na agudização da ofensiva capitalista".

 

O dirigente descreveu uma "proliferação de 'cucos' que visam tapar o PCP e a sua participação e intervenção políticas", em constante "caricatura do partido".

 

"As comunicações eletrónicas, via Internet, são controladas por [empresas] transnacionais, para não falar aqui das agências de espionagem. Têm de ser combatidas, mas são um meio importante na divulgação e propagação da mensagem do partido", afirmou.

 

Contudo, Carlos Gonçalves defendeu o alargamento do "papel do sítio e de outras páginas regionais na Internet" do PCP, assim como "articular a participação dos comunistas nas redes sociais, alargando a sua influência", a fim de combater o "quadro de mistificação ideológica e discriminação".




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É verdade 05.12.2016

Quando a burguesia eleita deixa governar os comunistas aceitando o q eles querem é claro q o capitalismo gerido pelo comunismo fica uma caldeta insalubre como a q temos ! Deviam agradecer ao pavão de Boliqueime o q lhes deu ,pagaram-lhe com uns votos mas foi só para q ficasse mais tempo p/mamarem

Anónimo 04.12.2016

os capitalistas de esquerda a dezer mal do capitalismo, belo.

Anónimo 03.12.2016

Quem é que faz grandes negócios no imobiliário? Quem é que tem um enorme património imobiliário e não paga IMI?Para quando uma investigação a estes casos?

H 03.12.2016

Ah ah ah ah arranca andam vos seus parasitas que com o dinheiro que chupam aos vossos militantes andam a engordar e muito o partido e a classe politica que esta a frente dos mesmos que dele vivem e tudo a conta desses pobres ignorantes do militantes. A especulação imobiliária do PCP é a prova de cap

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