União Europeia Confiança das famílias britânicas no valor mais baixo desde o referendo do Brexit

Confiança das famílias britânicas no valor mais baixo desde o referendo do Brexit

Há mais de um ano que a confiança dos consumidores no Reino Unido não estava tão baixa. A atitude dos britânicos em relação à economia e finanças pessoais deteriorou-se, o que poderá vir a ser um problema para o principal motor da economia: os gastos dos consumidores.
Confiança das famílias britânicas no valor mais baixo desde o referendo do Brexit
Reuters
Ana Laranjeiro 30 de junho de 2017 às 08:27

A 23 de Junho de 2016, os britânicos foram chamados às urnas para decidirem, em referendo, se o Reino Unido deveria permanecer na União Europeia. Os resultados determinaram a saída da UE. Um ano depois, e numa altura em que as negociações oficiais já arrancaram (começaram a 19 de Junho), a confiança das famílias britânicas está no valor mais baixo desde o referendo do Brexit.

O índice de confiança dos consumidores da GfK caiu para -10 pontos este mês, de acordo com a Bloomberg. Em Maio estava em -5 pontos. Para a realização deste estudo, foram inquiridos dois mil britânicos, antes e depois das eleições gerais de 8 de Junho, em que Theresa May, líder dos Conservadores, perdeu a maioria absoluta. Este estudo indica ainda que a atitude dos britânicos em relação à economia e às finanças pessoais deteriorou-se, segundo a mesma fonte. O indicador que mede a inclinação para os britânicos efectuarem grandes compras caiu para o valor mais baixo desde o referendo do Brexit, mostra o índice da GfK.


Esta quebra na confiança dos britânicos poderá vir a representar alguns problemas para a economia, uma vez que o principal motor da economia são os gastos dos consumidores. Com um travão nas despesas das famílias, que pode ser o reflexo da subida dos custos de vida e da incerteza que foi criada pelas eleições de 8 de Junho (Theresa May perdeu a maioria absoluta e negociou com os unionistas da Irlanda do Norte um acordo de forma a conseguir manter-se no poder, numa altura em que Londres negoceia a sua saída do bloco económico europeu) a economia pode ressentir-se.


Joe Staton, líder da área de dinâmicas de mercado da GfK, em declarações à Bloomberg, indicou que os dados deste estudo "revelam uma queda acentuada da confiança dos consumidores em todas as medidas". "A pressão dos preços altos e a pressão do fraco crescimento dos salários estão a espremer as finanças das famílias e a acrescentar receios que o Brexit vai induzir um abrandamento económico", acrescentou.


Esta sexta-feira vão ser conhecidos os dados finais da evolução do PIB no Reino Unido. Em Maio foi publicada a primeira leitura, que indicava que a economia do Reino Unido cresceu menos do que o esperado nos primeiros três meses do ano. O instituto de estatísticas reviu em baixa a subida do PIB no primeiro trimestre de 0,3% para 0,2%, o que compara com o crescimento de 0,7% registado no final do ano passado.




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