Conjuntura Confiança de famílias e empresários continua a bater recordes

Confiança de famílias e empresários continua a bater recordes

Confiança sobre entre consumidores e empresários de todos os sectores de actividade, com excepção da indústria transformadora.
Confiança de famílias e empresários continua a bater recordes
Paulo Duarte/Negócios
Rui Peres Jorge 28 de julho de 2017 às 10:00

Nos dados do INE que recuam a 1997, os consumidores nunca estiveram tão confiantes como em Julho de 2017. A confiança dos empresários, que sobe há sete meses, atingiu valores só vistos em 2002, mostram os dados mensais do INE divulgados a 28 de Julho. A única excepção verifica-se na indústria transformadora, que interrompeu as subidas que se vinham a verificar desde Julho de 2016.

"O indicador de confiança dos Consumidores aumentou em Julho, prolongando a trajectória positiva observada desde o início de 2013 e renovando o valor máximo da série iniciada em Novembro de 1997", escreve o INE na sua nota mensal referente aos "Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores". Do lado dos empresários, "o indicador de clima económico aumentou nos últimos sete meses, atingindo o máximo desde Junho de 2002", escreve ainda o instituto, que detalha que "os indicadores de confiança aumentaram na Construção e Obras Públicas, no Comércio e nos Serviços, tendo diminuído na Indústria Transformadora".

Famílias acreditam na recuperação, mas não na poupança

No que diz respeito aos consumidores, os dados do INE evidenciam que as famílias estão confiantes na recuperação e nos seus efeitos sobre as sua situação financeira, mas não esperam poupar mais. "A evolução do indicador de confiança dos Consumidores nos últimos dois meses resultou do contributo positivo das expectativas relativas à evolução do desemprego, da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, tendo as expectativas sobre a evolução da poupança apresentado um contributo negativo", explica o instituto.

Do lado das empresas, a única evolução negativa chegou da indústria transformadora, cujo indicador de confiança que interrompeu "a trajectória positiva iniciada em Junho de 2016", penalizada pelas "opiniões sobre a procura global e sobre a evolução dos "stocks" de produtos acabados". Construção, Comércio e Serviços estão mais optimistas.

"O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas aumentou nos últimos sete meses, atingindo o máximo desde Setembro de 2002", puxado por respostas positivas quanto a perspectivas de emprego e carteira de encomendas, explica o INE. No comércio aconteceu o mesmo.

Finalmente, no serviços, a confiança "aumentou em Julho, prolongando o perfil positivo observado desde o final de 2012 e atingido o máximo desde agosto de 2001", com dados positivos sobre evolução da procura e sobre a actividade da própria empresa.




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