Zona Euro Confiança dos investidores alemães cresce mais do que o esperado em Novembro

Confiança dos investidores alemães cresce mais do que o esperado em Novembro

O índice que mede a confiança dos investidores alemães mais do que duplicou em Novembro, apesar da incerteza em torno do rumo da maior economia do mundo.
Confiança dos investidores alemães cresce mais do que o esperado em Novembro
Reuters
Rita Faria 15 de Novembro de 2016 às 11:50

A confiança dos investidores alemães subiu, em Novembro, num sinal de optimismo em relação ao desempenho da maior economia da Europa, apesar da incerteza que envolveu as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

 

O índice ZEW, que mede as expectativas de investidores e analistas – e que pretende antecipar desenvolvimentos económicos com seis meses de antecedência – subiu de 6,2 pontos, em Outubro, para 13,8 pontos, em Novembro.

 

O indicador foi mais positivo do que era esperado, já que os analistas consultados pela Bloomberg, antecipavam uma subida mais ligeira para os 8,1 pontos.

 

O aumento "é indicativo de um crescimento económico mais forte nos próximos seis meses", explica Achim Wambach, presidente do ZEW, num comunicado citado pela Bloomberg. "Contudo, a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA e as incertezas políticas e económicas resultantes tiveram um impacto. Após a eleição, o sentimento económico foi menos positivo do que antes".

 

Apesar dos dados que mostram que o crescimento da economia alemã abrandou mais do que o esperado no terceiro trimestre, há sinais de optimismo na maior economia da Europa, com a confiança dos empresários em máximos de dois anos, em Outubro, e a taxa de desemprego em novos mínimos.

 

Ainda assim, após a eleição de Donald Trump, o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, alertou que o crescimento da incerteza – incluindo em torno da saída do Reino Unido da União Europeia – está a penalizar as perspectivas de crescimentos globais.

 

O PIB da Alemanha cresceu 0,2% no terceiro trimestre deste ano, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo gabinete nacional de estatística. A evolução ficou abaixo da subida de 0,3% esperada pelos economistas, e segue-se a uma expansão de 0,4% no segundo trimestre.

 

 

 




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