Zona Euro Confiança na Zona Euro atinge máximos de 17 anos

Confiança na Zona Euro atinge máximos de 17 anos

O indicador do sentimento económico aumentou em Outubro pelo quinto mês consecutivo, superando as estimativas dos economistas.
Confiança na Zona Euro atinge máximos de 17 anos
Reuters
Rita Faria 30 de outubro de 2017 às 11:08

A confiança económica na Zona Euro subiu, em Outubro, para o nível mais alto dos últimos 17 anos, reflectindo as perspectivas mais positivas para a região da moeda única, que cresce há 17 trimestres consecutivos.

Segundo os dados revelados esta segunda-feira, 30 de Outubro, pela Comissão Europeia, o indicador que mede o sentimento económico aumentou de 113,1 pontos, em Setembro, para 114 pontos, este mês, naquela que é já a quinta subida consecutiva.

Esta leitura - a mais elevada desde o ano 2000 - superou as estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um acréscimo mais ligeiro para os 113,3 pontos.

Os dados são conhecidos um dia antes de o Eurostat revelar o ritmo de crescimento da economia do euro no terceiro trimestre deste ano, assim como os números do desemprego, que terá caído para 9%, em Setembro.

Depois de, na última década, a região se ter debatido com uma profunda crise financeira e a ameaça de um desmembramento, o crescimento económico tem acelerado e o desemprego tem recuado de níveis recorde.

A Alemanha, a maior potência da região, deverá registar este ano o crescimento mais acelerado desde 2011, enquanto Espanha, um país particularmente afectado pela perda de empregos, viu a taxa de desemprego descer para mínimos de nove anos no terceiro trimestre, um período em que o PIB cresceu 0,8%.

Na semana passada, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) destacou as perspectivas mais optimistas para a economia, reconhecendo que a região está a ter um desempenho "muito positivo".

Ainda assim, com a taxa de inflação abaixo da meta de 2%, a autoridade monetária vai continuar com o seu programa de compra de activos pelo menos até Setembro de 2018, ainda que o montante tenha sido reduzido para metade (30 mil milhões de euros).  




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