Economia Confrontos com nacionalistas levam Virgínia a decretar estado de emergência

Confrontos com nacionalistas levam Virgínia a decretar estado de emergência

A cidade de Charlottesville está a ser palco de confrontos entre nacionalistas brancos e manifestantes, entre os quais membros da organização Black Lives Matters, por causa da deposição de uma estátua do tempo da Confederação.
Confrontos com nacionalistas levam Virgínia a decretar estado de emergência
Andrew Harrer
Paulo Zacarias Gomes 12 de agosto de 2017 às 18:22

Os protestos por causa do derrube de uma estátua de um general norte-americano da Confederação degeneraram em violência e obrigaram à intervenção da polícia, levando este sábado o governador da Virgínia a decretar o estado de emergência na cidade de Charlotesville para restaurar a segurança pública.

Segundo o The New York Times, vários nacionalistas brancos envergando bandeiras da Confederação - evocando a união secessionista de estados criada na segunda metade do século XIX e defensora da escravatura - e proferindo slogans de inspiração nazi, encaminharam-se para a estátua de Robert E.Lee e envolveram-se em escaramuças com outros manifestantes, entre os quais membros do movimento afro-americano anti-racismo Black Live Matters.

Os confrontos ocorreram por volta das 16:30, hora em Portugal Continental - menos cinco horas em Charlotesville - quando a polícia recuou e as barreiras foram derrubadas. Os membros das forças de segurança tiveram de intervir com gás pimenta e várias pessoas ficaram feridas.

Entretanto, também nas redes sociais, o presidente norte-americano Donald Trump condenou os actos de ódio e afirmou que "não há espaço para este género de violência na América" e que os cidadãos devem unir-se.

"Os actos e a retórica em Charlotesville nas últimas horas são inaceitáveis e têm de terminar. O direito à liberdade de expressão não é o direito à violência," escreveu o governador da Virgínia, Terry McAuliffe, no Twitter.

Os novos confrontos ocorrem horas depois de ter sido convocada a realização de uma marcha para este sábado denominada "Uni a direita", em protesto pela decisão de depor a estátua. Há mais de um ano que a cidade discute o futuro do monumento localizado em Emancipation Park, que os afro-americanos consideram evocar a época da escravatura nos EUA. 

Ontem à noite, centenas de pessoas envergando tochas marcharam frente ao edifício da universidade da Virgínia gritando "Não nos substituirão" e "Os judeus não nos substituirão". Também na altura se registaram confrontos entre os nacionalistas brancos e outros manifestantes. 

O mayor da cidade apelidou a marcha dos nacionalistas de "parada cobarde de ódio, racismo e intolerância.



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