Conjuntura Conselho das Finanças avança "números bastante positivos" para crescimento, défice e dívida dos próximos anos

Conselho das Finanças avança "números bastante positivos" para crescimento, défice e dívida dos próximos anos

A economia portuguesa deverá crescer 2,7% este ano, estima o organismo liderado por Teodora Cardoso, que espera um défice inferior aos 1,5% de meta do Governo. Para 2017, sem novas medidas de política, o crescimento da economia abranda para 2,1% e o défice cairia para 1,3% do PIB. Dívida e saldo estrutural melhoram.  
Conselho das Finanças avança "números bastante positivos" para crescimento, défice e dívida dos próximos anos
Bruno Simão/Negócios
Rui Peres Jorge 28 de setembro de 2017 às 11:34

Com a manutenção das actuais políticas, Portugal fechará 2017 com um défice de 1,4% do PIB este ano, o qual deverá baixar para 1,3% em 2018, estima o Conselho das Finanças Publicas (CFP), na sua publicação semestral, "Finanças Públicas: Situação e condicionantes 2017-2021", na qual actualiza as previsões macro-orçamentais para o período do Programa de Estabilidade (PE), assumindo a manutenção das actuais políticas. No PE o governo apontou para um défice de 1,5% este ano e de 1% no próximo.

 

O documento publicado a 28 de Setembro, cerca de duas semanas antes da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2018, traça um cenário de médio prazo para a evolução da economia e das principais variáveis orçamentais que, nas palavras de Teodora Cardoso, a presidente do CFP, inclui "números que são bastante positivos".

 

Além da redução do défice orçamental para um valor próximo do equilíbrio em 2021, e um crecimento da economia de 2,7% este ano e de 2,1% do PIB no próximo, "há [também] uma melhoria do saldo estrutural (o que desconta o efeito do ciclo económico e de medidas extraordinárias), na medida em há uma aproximação do objectivo de médio prazo", afirmou Teodora Cardoso. O CFP estima reduções do défice estrutural de 0,3 a 0,2 pontos percentuais ao ano até 2021 o que, a confirmar-se, colocaria Portugal dentro de um intervalo considerado aceitável pela Comissão Europeia para os desvio face à metas europeias de melhoria do saldo estrutural de 0,5 pontos ao ano.

 

"Em relação à dívida pública, a situação também melhora consideravelmente, com uma projecção de 126,8% do PIB para este ano. Ao longo do período continuamos a ter uma descida do rácio da dívida que se situaria em 112,9% em 2021", afirmou ainda a líder do orgão de acompanhamento das contas públicas.

 

Mas se os números são bastante positivos, "temos de ter em conta um conjunto de riscos", continuou a presidente do CFP, entre os quais destacou "a tentação de voltamos a apostar no crescimento da despesa pública como uma forma considerada necessária para reforçar o crescimento da economia e para resolver o conjunto de problemas estruturais que a economia portuguesa continua a exigir", afirmou.




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Já não Há Mentira que Pegue Há 2 semanas

Não se vê Razão para votar em outro Partido nas eleições, que não PS, vê-se Todas as Razões para Votar no PS, 1º porque ninguém quer voltar a Trás, aos Saques do PSD e CDS, 2º Acabar com a dependência do BE, já que o PSD se Auto Excluio das Soluções para Portugal, agarrados que estavam ao TACHO.

Quem a viu (e ouviu) e quem a vê e ouve Há 2 semanas

é assim. Com calma e serenidade este governo mostra o caminho percorrido e a percorrer,. Os que estão atentos (a esse caminho e de boa fá) não têm alternativo senão concordar. É assim que um País singra e prospera com beneficio reais para todos.

Anónimo Há 2 semanas

Caros direitolas,

Remédio caseiro para a azia

Uma xícara do suco das folhas e talos do alface, 30 min antes do almoço.
Suco da batata ministrando 1 xícara, 3 x ao dia e 30 min antes de alguma das refeições ou quando sentir o ardor.
Chá de dente-de-leão, consumindo 3 xícaras durante o dia.

Anónimo Há 2 semanas

E aquilo que verdadeiramente importa, a DIVIDA LIQUIDA,qual a evolução?
A dívida em % do PIB não importa para nada pois acho que ninguém acredita que o crescimento do país é para manter ao nível actual durante as próximas décadas... de forma optimista a média será de 1 a 2%

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