Angola Conselho de estabilidade angolano admite correcção das insuficiências na banca

Conselho de estabilidade angolano admite correcção das insuficiências na banca

O Conselho Nacional de Estabilidade Financeira (CNEF) de Angola admite que estão a ser superadas, com novas práticas na banca angolana, as insuficiências que levaram ao fim das relações com os bancos correspondentes internacionais, limitando o acesso a divisas. 
Conselho de estabilidade angolano admite correcção das insuficiências na banca
Lusa 20 de julho de 2017 às 19:27

A informação foi transmitida hoje pelo director executivo do CNEF, Gilberto Luther, no final da segunda reunião ordinária daquele órgão, que decorreu em Luanda, presidida pelo ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira.

 

"Essas insuficiências têm sido superadas, mas a avaliação deverá ser feita da parte dos correspondentes, são eles que a dado momento fazem essa aferição e não é o conselho que estabelece datas próprias", disse, aludindo à retoma das relações com os bancos correspondentes.

 

O ponto de situação sobre este processo foi apresentado na reunião de hoje pelo Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe.

 

Sem avançar datas para a retoma dessas relações com os bancos correspondentes internacionais, que há mais de um ano cortaram o acesso da banca angolana à compra de dólares no exterior, o director executivo do CNEF garantiu que decorrem acções a nível do BNA, para apresentar um quadro diferente do sistema bancário no exterior.

 

"[Estamos a tratar de] uma série de tarefas entre a adequação de melhores práticas. Estamos aqui a falar da necessidade de haver maior assistência técnica e aparecermos como um país de menos vulnerabilidade em matéria de combate ao branqueamento de capitais", adiantou.

 

Gilberto Luther referiu igualmente que essas tarefas criarão condições para a "retoma" dessas relações de correspondência a nível bancário.

 

A apreciação do relatório anual da Unidade de Informação Financeira (UIF) e a definição da estratégia metodológica para aferição do "Risco País" são outros pontos que também estiveram em reflexão neste encontro.

 

Na temática ligada à aferição do "Risco País" o director executivo CNEF fez saber que Angola deu já início a trabalhos que "vão ajudar à credibilização do sistema financeiro angolano", seguindo "as mais altas recomendações internacionais".

 

"E desta forma o país pode ter um documento estruturante que lhe permite tomar acções efectivas no sentido de diminuir a sua vulnerabilidade e de se apresentar como um sistema menos permissivo ao branqueamento de capitais", disse. Ou seja, acrescentou, o país realizou um estudo aturado dos pontos fortes do seu sistema financeiro, para avaliar as vulnerabilidades que existentes.

 

Foi apreciada ainda nesta reunião a Estratégia de Desenvolvimento do Sector Financeiro 2017 - 2021, que, de acordo com Gilberto Luther, abarca quatro pilares, nomeadamente a estabilidade e a inclusão financeira.




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mais votado Anónimo 20.07.2017

Ao contrário da situação nos países ricos e desenvolvidos, o excedentarismo em países atrasados, cheios de pobreza, miséria e subdesenvolvimento, como na África Subsariana, é desprezável, ou um mal necessário, na medida em que como não existe um sistema público de segurança social nem outras estruturas do Estado de Bem-Estar Social, o excedentarismo acaba por cumprir, ainda que de forma parcial e muito limitada, as mais fundamentais e estruturantes funções sociais dos Estados de Bem-Estar Social já bem estabelecidos no Primeiro Mundo. No Primeiro Mundo, onde existem condições para criar valor do mais elevado quilate, mesmo com escassez de recursos naturais, o excedentarismo, nas organizações públicas e privadas, é um cancro económico e social que extrai valor do Estado, incluindo o Estado Social, da economia e da sociedade, tendo por isso que ser combatido sem piedade, a par com os flagelos da corrupção política, do compadrio e demais formas de cleptocracia instituída anti-mercado.

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Anónimo 20.07.2017

Os países da África Subsariana foram submetidos à 500 anos de colonialismo, sem esquecer 30 anos de Guerra Civil em muitos casos. Perante um contexto desta natureza está espera de um milagre económico? É expectável um Estado Social e de Bem-Estar? Talvez daqui a 100 anos. Nossa herança.

Anónimo 20.07.2017

Ao contrário da situação nos países ricos e desenvolvidos, o excedentarismo em países atrasados, cheios de pobreza, miséria e subdesenvolvimento, como na África Subsariana, é desprezável, ou um mal necessário, na medida em que como não existe um sistema público de segurança social nem outras estruturas do Estado de Bem-Estar Social, o excedentarismo acaba por cumprir, ainda que de forma parcial e muito limitada, as mais fundamentais e estruturantes funções sociais dos Estados de Bem-Estar Social já bem estabelecidos no Primeiro Mundo. No Primeiro Mundo, onde existem condições para criar valor do mais elevado quilate, mesmo com escassez de recursos naturais, o excedentarismo, nas organizações públicas e privadas, é um cancro económico e social que extrai valor do Estado, incluindo o Estado Social, da economia e da sociedade, tendo por isso que ser combatido sem piedade, a par com os flagelos da corrupção política, do compadrio e demais formas de cleptocracia instituída anti-mercado.

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