Política Conselho de Estado reúne-se na sexta-feira com Portugal pós-2020 na agenda

Conselho de Estado reúne-se na sexta-feira com Portugal pós-2020 na agenda

Esta será a primeira reunião do Conselho de Estado em 2018 e é a oitava convocada por Marcelo Rebelo de Sousa, que imprimiu ritmo trimestral às reuniões do seu órgão político de consulta, desde que tomou posse, em Março de 2016.
Conselho de Estado reúne-se na sexta-feira com Portugal pós-2020 na agenda
Miguel Baltazar
Lusa 15 de janeiro de 2018 às 15:30

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou para sexta-feira, 19 de janeiro, uma reunião do Conselho de Estado, com o tema Portugal pós-2020 na agenda, disse hoje à Lusa fonte oficial.

 

A mesma fonte oficial da Presidência da República adiantou que esta reunião sobre o quadro financeiro que se seguirá ao Portugal 2020 está marcada para as 15:00, no Palácio de Belém, em Lisboa.

 

Esta será a primeira reunião do Conselho de Estado em 2018 e é a oitava convocada por Marcelo Rebelo de Sousa, que imprimiu ritmo trimestral às reuniões do seu órgão político de consulta, desde que tomou posse, em Março de 2016.

O Conselho de Estado vai reunir-se no rescaldo das eleições directas no PSD, realizadas no sábado, 13 de Janeiro, que elegeram Rui Rio para o cargo de presidente do partido, com 54,37% dos votos, mais 10 pontos percentuais do que o seu adversário, Pedro Santana Lopes.

O recém-eleito presidente do PSD irá entrar em funções a partir do 37.º Congresso social-democrata, que decorrerá em Lisboa, nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro, substituindo Pedro Passos Coelho na liderança do partido.

O primeiro-ministro, António Costa, tem defendido um "acordo político alargado" sobre a estratégia para o Portugal pós-2020 e em outubro afirmou: "Tenho a certeza de que, com qualquer nova liderança do PSD, será possível falarmos normalmente e trabalharmos em torno de estratégias que transcendem o horizonte das legislaturas".

No último debate quinzenal, no dia 9 de janeiro, António Costa referiu que já tinha apresentado no parlamento "a estrutura essencial da estratégia para Portugal 2030, como uma década de convergência", e acrescentou que "é com satisfação" que o Governo vê "o Presidente da República inscrever este tema na ordem de trabalhos do próximo Conselho de Estado".

Além de aumentar a frequência das reuniões do Conselho de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa inovou ao convidar personalidades estrangeiras para participarem nas reuniões deste órgão.

A anterior realizou-se no dia 30 de outubro, tendo como convidado o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Presidido pelo Presidente da República, o Conselho de Estado é composto por presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional, Provedor de Justiça, pelos presidentes dos governos regionais e pelos antigos Presidentes da República.

Integra, ainda, cinco cidadãos designados pelo Presidente da República, pelo período correspondente à duração do seu mandato, e cinco eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura.




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General Ciresp Há 1 semana

Se a regra nao foge ao costume os primeiros 3/4 de hora vao ser para falar da tripa do selfie:quantos centimetros foram cortados,da para fazer alheiras ou outro.Depois falam da bola nao dentro do campo mas fora dele.Depois vem o cha com umas cavacas.Depois vao dizer viva a quem espirra porq e invern

Anónimo Há 1 semana

O problema de economias como a portuguesa é terem, por um lado, empregados a mais a ocupar postos de trabalho que não se justificam, com todos os elevados custos de oportunidade que isso representa para a sustentabilidade do Estado, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade. Estes agentes económicos pertencem à esfera da extracção de valor. Por outro lado, terem relativa e proporcionalmente poucos empregados a ocupar postos de trabalho justificáveis e que criem valor excepcional. Estes agentes económicos pertencem à esfera da criação de valor. Há efectivamente um desequilíbrio muito pronunciado entre criação de valor e extracção de valor na economia portuguesa. O IMD explica-nos isso muito bem. http://www.imd.org/news/is-value-extraction-viable.cfm

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