Economia Conselho de Supervisores financeiros vai ter secretário-geral permanente

Conselho de Supervisores financeiros vai ter secretário-geral permanente

O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros passará a contar com um secretariado permanente, com o objectivo de “reforçar a eficácia da coordenação entre supervisores financeiros”.
Conselho de Supervisores financeiros vai ter secretário-geral permanente
O cargo de secretário-geral será rotativo. Nos primeiros dois anos é designado pela CMVM, liderada por Gabiela Figueiredo Dias.
Miguel Baltazar
André Veríssimo 14 de fevereiro de 2018 às 17:26

O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) decidiu conferir uma maior autonomia e permanência de recursos ao seu secretariado de apoio com a criação de um secretário-geral, anunciou esta quarta-feira a entidade que reúne o Banco de Portugal, a CMVM e a ASF, o supervisor dos seguros.
 

Este secretário-geral trabalhará em permanência no CNSF, apoiado por mais duas pessoas em tempo parcial, e será designado rotativamente por cada um dos supervisores, a cada dois anos.


A CMVM será o primeiro supervisor a ocupar o lugar, tendo designado Luís Guilherme Catarino, um jurista e quadro do regulador liderado por Gabriela Figueiredo Dias. O secretário-geral reportará, no entanto, às três entidades.

 

Segundo o comunicado do SNSF, esta decisão visa "reforçar a eficácia da coordenação entre supervisores financeiros". E salienta que a criação de um secretariado permanente do CNSF não prejudica possíveis evoluções do modelo de supervisão financeira que venham a resultar da proposta de reforma actualmente em preparação pelo Governo".

A decisão foi aprovada na reunião do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros de dia 3 de Janeiro.




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mais votado O que se desejava para a CMVM Há 1 semana

Mais do que assinar protocolos de cooperação
ou de participar na criação de mais estruturas burocráticas,
o que pediria à CMVM como investidor típico que
sustenta a CMVM com as suas comissões,
é que contribuísse decisivamente para a missão mais essencial de um Regulador:
criar nos investidores potenciais um clima de confiança nos Bancos,
de tal forma que os Investidores se sentissem estimulados
a tirar dos mesmos o melhor partido, em termos de :
-expectativas de competência na gestão dos capitais que lhes confiam;
- de razoabilidade e honestidade nas comissões que lhes são cobradas;
- de convicção que não há “esqueletos escondidos nos armários”
em termos de riscos ocultos nos produtos que adquirem.
Tal clima seria socialmente útil e do interesse:
-Dos Investidores, porque assim conseguiriam melhores resultados
do que por si próprios;
-Do País, porque tal seria estimulante da Poupança;
-Das Empresas, porque as estimularia a recorrer à Bolsa para se financiarem e crescerem.

comentários mais recentes
Timing infeliz Há 1 semana

É possível que a decisão referida
ou caia no âmbito da competência da CMVM e seus pares,
ou tenha sido submetido ao ministro Centeno e recolhido o seu aval.
Mas, seja um caso ou outro, é inevitável que, para uma Vox populi,
que tal como "gato escaldado de água fria tem medo",
está sempre de pé de atrás (e com boas razões)
para as notícias que chegam do sector financeiro,
uma medida aparentemente tão anódina
como o criar mais um lugarzito no aparelho de supervisão
(seja ele mais um “tacho” ou não),
não deixa de poder parecer o que acreditamos não ser:
os Supervisores a tomarem o” freio nos dentes”
e, à revelia da tutela e em antecipação à reforma de fundo anunciada,
porem-se a criar por moto-próprio os cargos que entendem.
Poderá estar neste caso errada a Vox populi.
Mas pelo respeito que merece,
e pelo que advém de princípios de pragmatismo ainda no imaginário do Povo Português
de que, em Política o que parece é,
é profundamente infeliz o timing da criação deste novo cargo.

É preciso coragem ! Há 1 semana

Depois de um “tsunami” no sistema financeiro que deixou as carteiras dos Portugueses a arderem em perto de 20 de biliões de euros;
Depois dos trabalhos de uma Comissão para a revisão da Supervisão,
e da discussão pública das respetivas propostas;
Depois da criação de expectativas que viriam aí medidas enérgicas no sentido de evitar a repetição de catástrofes financeiras como as que ocorreram,
a montanha pariu um primeiro rato:
Criação de um cargo de secretário geral a ser preenchido por um ilustre jurista, devidamente acolitado.
O Povo mitigará a sua decepção provavelmente desabafando que "é preciso lata",
completando nós que é preciso coragem!

O que se desejava para a CMVM Há 1 semana

Mais do que assinar protocolos de cooperação
ou de participar na criação de mais estruturas burocráticas,
o que pediria à CMVM como investidor típico que
sustenta a CMVM com as suas comissões,
é que contribuísse decisivamente para a missão mais essencial de um Regulador:
criar nos investidores potenciais um clima de confiança nos Bancos,
de tal forma que os Investidores se sentissem estimulados
a tirar dos mesmos o melhor partido, em termos de :
-expectativas de competência na gestão dos capitais que lhes confiam;
- de razoabilidade e honestidade nas comissões que lhes são cobradas;
- de convicção que não há “esqueletos escondidos nos armários”
em termos de riscos ocultos nos produtos que adquirem.
Tal clima seria socialmente útil e do interesse:
-Dos Investidores, porque assim conseguiriam melhores resultados
do que por si próprios;
-Do País, porque tal seria estimulante da Poupança;
-Das Empresas, porque as estimularia a recorrer à Bolsa para se financiarem e crescerem.

Défice na ação, mas dinamismo na burocracia! Há 1 semana

Com o devido respeito, é pôr o carro à frente dos bois:
ainda não foi promulgada a reforma da Supervisão,
e já se anuncia a criação de mais um órgão burocrático !
Antes de tal, seria útil a publicação de um livro branco explicitando o panorama europeu da supervisão em ordem a fazer entender pelos Investidores que sustentam a CMVM,
a necessidade de mais de 200 funcionários para a supervisão de 64 empresas cotadas,
quando a congénere Francesa supervisiona mais de 1000 empresas,
e tem apenas cerca de 2 vezes mais funcionários que a CMVM !!!
Não sabemos de programas para atrair mais empresas para a bolsa!
Para aumentar a literacia da população portuguesa e estimular a poupança!
Para garantir que os investidores não pagam comissões de gestão ativa,
em fundos de gestão passiva,
ou comissões exorbitantes em relação aos custos,
ou subscrevam fundo com riscos ocultos!
Mas há alguma coisa:
dinamismo dispensàvel na burocracia,
em contraposição a um défice grave na ação !

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