Economia Constâncio: Taxas de juro de hoje "não são o indicativo" do regresso de Portugal aos mercados

Constâncio: Taxas de juro de hoje "não são o indicativo" do regresso de Portugal aos mercados

Vítor Constâncio admite que o regresso de Portugal aos mercados no final de 2013 pode "ser examinado" se as condições económicas europeias e mundiais se deteriorarem.
Lusa 25 de abril de 2012 às 13:03
O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) declarou hoje que a evolução das taxas de juro portuguesas "não é inteiramente o reflexo" da situação do país, que tem cumprido o programa de ajustamento firmado com a 'troika'.

"Até este momento o país tem estado a cumprir o programa que acordou com as instituições europeias. As condições vão no sentido do acesso [aos mercados] ser possível" no final de 2013, disse Vítor Constâncio em Bruxelas, à margem da apresentação do Relatório Anual de 2011 do BCE, apresentado no Parlamento Europeu, perante a Comissão de Assuntos Económicos e Monetários.

Para Constâncio, as taxas de juro de mercado hoje "não são o indicativo" do regresso de Portugal aos mercados, cenário que, reconhece, pode "ser examinado" se as condições económicas europeias e mundiais se deteriorarem, admite.

O vice-presidente do BCE advertiu ainda para a necessidade de "ajustar algumas políticas" caso o crescimento económico não atinja os valores desejados pelas instituições europeias".

Nesse sentido, sublinhou, o Banco Europeu de Investimentos (BEI) "poderá ter um papel importante", desde que "as condições do seu próprio balanço sejam reforçadas pelos Estados-membros".

Falando aos eurodeputados, Constâncio sublinhou também que a situação de aperto orçamental que países como Portugal atravessam gera "inevitavelmente" efeitos negativos sobre o crescimento económico a curto prazo.


A sua opinião13
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
miguela almeida Há 4 semanas

Este deportado fala pra não estar calado. É um feijão frade. Borra-se e limpa-se. Ontem já era. Hoje já foste. Mas porque lhe dão tanta atenção? Diz tanta asneirola junta.

void11 Há 3 horas

este homem odeia este país tanto como este país o odeia a ele. claramente.

Maria Há 6 horas


Quando é que regressas a Portugal e ao mercado da responsabilidade? Pela tomada do BCP? pela protecçáo ao BPN? à negligência no BPP? À ajuda ao Sócrates?

Pobre diabo...

francisco tavares Há 7 horas

Constâncio sempre foi considerado um bom economista e homem sério e homesto. Quando estalou o caso BPN houve alguns que se apressaram a culpá-lo pelas falhas do regulador(BdP) em relação à actividade desse banco.
No entanto todos sabem que os esquemas fraudulentos foram muito bem dissimulados e talvez só alguém com faculdades de adivinhação os poderia ter detetado.
E numa altura em que já se sabia que ele ia ser vice-presidente do BCE.
Houve mesmo quem, para retirar dividendos políticos, resolvesse atacar a polícia, neste caso, o BdP, e parecia não se preocupar com os gestores acusados do BPN.
Este tipo de atitude é que contribui para a descredibilização da política e dos políticos.
Há ainda políticos que não têm fair play para aceitar críticas feitas com vivacidade e aproveitam a primeira ocasião para se vingar. Falta-lhes capacidade para entender que a política também é uma escola, onde o político é o professor, e onde se deve ensinar a tolerar as críticas assertivas.

ver mais comentários
pub