Zona Euro Constâncio diz que efeitos dos juros negativos nos bancos têm sido “globalmente positivos”

Constâncio diz que efeitos dos juros negativos nos bancos têm sido “globalmente positivos”

O vice-presidente do BCE sublinha, porém, que estes efeitos positivos "diminuem com o tempo e deverão desaparecer em algum momento".
Constâncio diz que efeitos dos juros negativos nos bancos têm sido “globalmente positivos”
Jasper Juinen/Bloomberg
Negócios 04 de Novembro de 2016 às 18:17

Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), defende que os efeitos das taxas de juro negativas na rentabilidade das instituições financeiras da Zona Euro têm sido "globalmente positivos" no curto prazo.

Num discurso realizado em Chicago, o responsável explicou que estas instituições têm beneficiado "de ganhos de capital associados ao aumento dos preços dos activos e, no caso dos bancos, de menores custos de financiamento e imparidades".

No entanto, Constâncio sublinha que estes efeitos "diminuem com o tempo e deverão desaparecer em algum momento".

Os banqueiros centrais "devem aceitar que, actualmente, as contribuições das políticas orçamental, regulatória e da concorrência são necessárias para fomentar o investimento e melhorar o lado da oferta das nossas economias", acrescentou o português, citado pela Bloomberg.

Depois de, no início da semana, o Eurostat ter revelado que a inflação da Zona Euro deverá ter atingido em Outubro os 0,5%, o vice-presidente do BCE sublinha que alterar a meta de inflação do banco central (2%) prejudicaria a credibilidade da instituição.

A alteração da meta da inflação, depois de tantos anos abaixo do objectivo, "arriscava-se a prejudicar a credibilidade do banco central", concretizou Constâncio. "Alterar a meta, digamos, para 4%, só seria eficaz se as expectativas de inflação fossem ancoradas num nível mais alto, o que seria impossível de alcançar nas actuais circunstâncias", acrescentou.

 

Constâncio referiu ainda que a recuperação da Zona Euro "continua moderada", com a inflação e o crescimento económico a ganharem impulso "só recentemente". 




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mais votado JCG Há 1 dia

Olha agora! com esta é que este crânio me lixou! e ó Constâncio, e o efeito na margem financeira? com a descida das taxas de juro para valores em torno de zero, não há também uma tendência para a redução em pontos percentuais, esmagamento, da margem financeira e do seu montante em valor absoluto? é claro que para o Constância a crise não bateu nem bate à porta; vive numa outra dimensão.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 dia

Ahahaahhaaahhhaahhh! O Constâncio é mesmo bom a contar anedotas! Ahahaahhaaahhhaahhh! Ahahaahhaaahhhaahhh!

Anónimo Há 1 dia

Este senhor deve pensar que a a malta de Chicago não fala com os responsáveis dos bancos alemães que estão de rastos com as taxas de juro negativas que apenas servem para manter artificialmente a unidade do euro. Quanto ainflação e crescimento o resultado é nulo.

Anónimo Há 1 dia

Ora aqui esta 1 boa deixa para os credores de portugal.Espero que a partir de muito em breve as megalomanas tx de juros sobre 1 divida que os radicais dizem que nao e possivel carregar,em que os indios pagam(quase 4% de juros) sejam reduzidas a zero.O pais esta de tal maneira que ja nada faz efeito.

JCG Há 1 dia

Olha agora! com esta é que este crânio me lixou! e ó Constâncio, e o efeito na margem financeira? com a descida das taxas de juro para valores em torno de zero, não há também uma tendência para a redução em pontos percentuais, esmagamento, da margem financeira e do seu montante em valor absoluto? é claro que para o Constância a crise não bateu nem bate à porta; vive numa outra dimensão.

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