Mercado de Trabalho Consumo está suportado na subida do salário mínimo e no aumento do emprego, diz Bruxelas

Consumo está suportado na subida do salário mínimo e no aumento do emprego, diz Bruxelas

Contudo, os técnicos da Comissão Europeia avisam que a recuperação dos salários, somada ao envelhecimento da população, deverá contribuir para a desaceleração do crescimento do emprego em 2017 e 2018.
Consumo está suportado na subida do salário mínimo e no aumento do emprego, diz Bruxelas
Paulo Duarte
Nuno Aguiar 13 de fevereiro de 2017 às 13:53

Os técnicos da Comissão Europeia notam que as subidas do salário mínimo, em conjunto com as melhorias no emprego, justificam o crescimento do consumo privado em Portugal. 

 

Embora o consumo privado esteja em desaceleração desde 2015 e assim deva continuar até 2018, Bruxelas considera que os indicadores disponíveis mostram que ele continuará a apresentar resultados "robustos". "Além disso, os gastos dos consumidores estão a ser suportados pelo aumento do salário mínimo e pelo mercado de trabalho, que continua a melhorar de forma vigorosa", pode ler-se nas previsões de Inverno da Comissão, publicadas hoje, 13 de Fevereiro.

 

Por detrás desta melhoria do mercado de trabalho – tal como do maior dinamismo da economia – estão os bons resultados do turismo, conclui Bruxelas, um sector que contribuiu para os incrementos observados na criação de postos de trabalho e nos salários.

 

No entanto, esta recuperação das remunerações é também um dos motivos para a Comissão esperar um arrefecimento do crescimento do emprego, de 1,3% em 2016, para 0,8% em 2017 e 0,6% em 2018, "à medida que a recente recuperação dos salários deverá penalizar a procura no mercado de trabalho e as limitações na oferta começam a notar-se devido aos efeitos da diminuição da população empregada". Leia-se, ao envelhecimento da população portuguesa.

 

Ainda assim, o desemprego deverá continuar a cair, de uma média de 11,2% em 2016 para 10,1% em 2017 e, depois, para 9,4% em 2018.




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Anónimo 13.02.2017

COFINA: Novo investidor, ou reforço?
GNB vendeu bloco 2,2% da Cofina.
Percebe-se a venda, por dificuldades do Novo Banco.
Mas quem comprou? Simples: 1 de 5: novo investidor q terá de comunicar à CMVM até amanhã (4 dias úteis), ou reforçaram Santander,Pedro Oliveira, Livrefluxo,Actium, ou Indaz.

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