Impostos Contabilistas voltam às urnas para escolher bastonário

Contabilistas voltam às urnas para escolher bastonário

Paula Franco e José Araújo deverão disputar em Fevereiro a liderança da Ordem dos Contabilistas Certificados, depois de na primeira volta nenhum candidato ter obtido maioria absoluta.
Contabilistas voltam às urnas para escolher bastonário
Bruno Simão
Negócios 29 de dezembro de 2017 às 09:27

Paula Franco (lista A) venceu de forma destacada as eleições para bastonário da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), mas os votos revelaram-se insuficientes para lhe garantir uma maioria absoluta. A segunda volta ficou agendada para dia 8 de Fevereiro e deverá ser disputada com José Araújo, que obteve a segunda maior votação.

Os resultados oficiais divulgados pela OCC indicam apontam para um elevado nível de abstenção. Ao todo, participaram 14.235 contabilistas certificados, entre cerca de 70 mil inscritos. Entre os votantes, a grande maioria optou pela lista A, de Paula Franco, que recolheu 6.081 votos para o cargo de bastonário e conselho directivo. O segundo lugar coube a José Araújo (lista D) com 2.626 votos, mais 369 votos do que a lista B, liderada por Filomena Martins. Lopes Pereira (lista C) foi a opção de 1.364 contabilistas.

 

Face aos resultados, a mesa da Assembleia Geral, liderada por Manuel dos Santos, agendou a segunda volta para dia 8 de Fevereiro entre Paula Franco e José Araújo. Além do lugar de bastonário e do conselho directivo, irão também repetir-se as votações para o Conselho Fiscal e o Conselho Jurisdicional, uma vez que, na primeira ronda, só a eleição da Assembleia de Representantes ficou fechada, com a lista A a ocupar a maioria dos lugares.

 

Esta é a primeira vez que os contabilistas certificados foram às urnas após a morte, em 2016, de Domingues de Azevedo, que liderou a entidade reguladora durante duas décadas, tendo a campanha eleitoral e o período que a antecedeu sido marcada por grande acrimónia entre os candidatos.

Nos tribunais ainda corre uma acção com um pedido de avaliação do processo eleitoral, que, no limite, pode levar à anulação de algumas candidaturas. Não é também de excluir que estes resultados eleitorais venham a ser contestados.

O Negócios preparou-lhe um guião onde pode comparar as principais ideias e propostas dos candidatos, a uma das maiores e mais poderosas ordens do país, que todos os anos gere qualquer coisa como 20 milhões de euros.




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