Negócios dos submarinos
Contrapartidas dadas pelo consórcio alemão sobrevalorizadas em 210 milhões de euros
23 Abril 2010, 08:56 por Jornal de Negócios | negocios@negocios.pt
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O valor das contrapartidas oferecido pelo consórcio GSC aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, englobado na compra dos dois submarinos, foi sobrevalorizado. O consórcio avaliou a contrapartida em 250 milhões de euros um valor que o Governo português aceitou mas depois de uma avaliação, os estaleiros concluíram que o material não vale mais do que 40 milhões de euros, avança a edição de hoje do "Público".
O valor das contrapartidas oferecido pelo consórcio GSC aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, englobado na compra dos dois submarinos, foi sobrevalorizado. O consórcio avaliou a contrapartida em 250 milhões de euros – um valor que o Governo português aceitou – mas depois de uma avaliação, os estaleiros concluíram que o material não vale mais do que 40 milhões de euros, avança a edição de hoje do “Público”.

Foi o próprio presidente da Comissão de Contrapartidas, Pedro Catarino, que na semana passada, confrontado com este caso na Comissão Parlamentar da Defesa Nacional, admitiu que houve uma sobrevalorização, segundo os relatos feitos ao mesmo jornal.

Ao todo, o consórcio, que inclui a Ferrostaal, prometeu 650 milhões de euros em negócios aos estaleiros de Viana do Castelo, em que se incluíam 250 milhões em equipamento usado do estaleiro de Flender, que encerrou na Alemanha. Em 2004, o ministro da Defesa, Paulo Portas, disse que este valor salvava os estaleiros. Agora, e feitas as contas, o material vale seis vezes menos.

Esta é mais uma polémica para se juntar ao controverso caso das contrapartidas nas compras de equipamento militar que já levou o BE a propor uma comissão parlamentar de inquérito, entretanto adiada.

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