Política Contrato com Lacerda Machado está perto do fim

Contrato com Lacerda Machado está perto do fim

O contrato que o gabinete de António Costa fez com o advogado termina a 31 de Dezembro. Se o Governo quiser continuar a contar com os serviços de Lacerda Machado terá de renovar o contrato.
Contrato com Lacerda Machado está perto do fim
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 20 de dezembro de 2016 às 17:26

O contrato do Estado com o advogado Diogo Lacerda Machado está prestes a chegar ao fim, já que a validade do mesmo termina a 31 de Dezembro. Para já não há indicações sobre se o contrato vai ser renovado.


O contrato de prestação de serviços de consultadoria estratégica e jurídica começou a 15 de Abril e termina a 31 de Dezembro deste ano. O salário pago é de 2.000 euros por mês acrescido de IVA.


Diogo Lacerda Machado apareceu esta segunda-feira numa conferência de imprensa em São Bento, onde anunciou uma solução para os lesados do BES. O advogado falou na qualidade de "porta-voz meramente circunstancial do grupo de trabalho", como o próprio disse.


Este era um dos dossiers que tinha em mãos e que ainda não está finalizado. Durante a apresentação da proposta, Lacerda Machado afirmou que a solução "precisará de um par de meses para ser devidamente concretizada".


Não é ainda certo se Lacerda Machado continuará a trabalhar para António Costa, na qualidade de consultor. Mas além da questão dos lesados do BES, há outro assunto que ainda não está finalizado (nem sequer houve qualquer apresentação). Trata-se da solução para o crédito malparado dos bancos – mais uma matéria que Costa quer resolver até final deste ano para estabilizar o sistema financeiro e para a qual solicitou os serviços do seu amigo pessoal.


O Negócios questionou na segunda-feira o gabinete do primeiro-ministro sobre se o contrato iria ser renovado, ou não, mas não conseguiu qualquer informação que desse resposta a esta questão.   


A reversão da privatização da TAP e a intermediação de conversas entre a empresária angolana Isabel dos Santos e o Caixabank para uma redução da exposição do BPI a Angola foram as primeiras pastas onde Lacerda Machado assumiu protagonismo.

O envolvimento de Lacerda Machado em vários dossiers governativos esteve envolto em polémica desde o início já que o consultor geria processos do Executivo sem ter contrato. Em Abril, o Estado acabou por formalizar esta relação profissional com o advogado. 




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 20.12.2016


CORTE IMEDIATO NAS PENSÕES DOS LADRÕES FP / CGA

400 milhões de Euros para aumentar as pensões mínimas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado injetou, em 2015 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões da CGA.

comentários mais recentes
pertinaz 21.12.2016

É UMA VERGONHA PARA OS PORTUGUESES QUE O DESGOVERNO DEPENDA DE TRAMBIQUEIROS PARA RESOLVER PROBLEMAS DE GESTÃO CORRENTE...

... E AINDA PAGAMOS POR ISSO...!!!

Anónimo 20.12.2016

Jornal de Notícias: "O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social só suporta pensões por 14 meses, concluiu, esta terça-feira, o Tribunal de Contas".

Anónimo 20.12.2016

Esse preguiçoso do mais votado.Digo preguiçoso porque vê-se bem que não trabalha ,já deveria ter sido interditado no JN. Não há pachorra para essa pessoa.De certeza que recebe o RESI. Deve ser um daqueles que não querem trabalhar nem estudar e vão ser premiados pelo governo

Anónimo 20.12.2016


CORTE IMEDIATO NAS PENSÕES DOS LADRÕES FP / CGA

400 milhões de Euros para aumentar as pensões mínimas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado injetou, em 2015 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões da CGA.

pub
pub
pub
pub