Função Pública Contratos precários no Estado sobem 6%

Contratos precários no Estado sobem 6%

O número de contratados a prazo subiu 5,9% ao longo de 2016. O peso deste tipo de vínculos precários no total do emprego é agora o mais alto desde 2012.
Contratos precários no Estado sobem 6%
Miguel Baltazar/Negócios
Catarina Almeida Pereira 15 de fevereiro de 2017 às 16:43

O número de contratos a prazo no Estado está a aumentar a um ritmo muito superior ao do emprego. Os dados oficiais divulgados esta quarta-feira, 15 de Fevereiro, mostram que ao longo do ano passado o número de pessoas com este tipo de vínculo precário subiu 5,9%.


Há agora 75.759 contratados a prazo. Face ao trimestre anterior a subida foi de 12%.

 

Os dados revelam que dentro da administração central este aumento é quase exclusivamente explicado pela evolução registada no ministério da Educação, o que estará relacionado com a contratação de professores.

O peso deste tipo de vínculos no emprego total é agora de 11,4%, o valor mais alto desde o final de 2012.

O Governo tem em curso um programa de integração de precários, mas já explicou que nem todas as 76 mil pessoas a prazo devem criar expectativas, porque há situações em que estes contratos continuarão a ser admitidos (como nos casos de substituição por doença).

Por outro lado, no caso dos professores decorre um processo paralelo que levou o Governo a anunciar um concurso para a vinculação extraordinária de 3 mil professores.

Os grupos de trabalho criados para resolver pelo menos parte destas situações – e algumas outras, já que o plano também abrange recibos verdes e pessoas a contrato emprego-inserção, por exemplo, serão criados até Março, altura em que o Governo terá de apresentar o seu plano.

As primeiras vinculações podem ocorrer em Outubro mas o processo estará aberto até ao final de 2018.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Porque não retoma o governo, os programas de rescisão na função pública, mas desta vez como opção, em aberto para quem quizer. Certamente iria abrir mais uns lugares com os que não querem reformar-se, por excesso de penalização.

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