Empresas Cooperativa na Hora via net a partir de hoje

Cooperativa na Hora via net a partir de hoje

As cooperativas já podem ser criadas no próprio dia, sem deslocações aos serviços de Finanças e da Segurança Social, segundo o novo regime da Cooperativa na Hora, que entra hoje, 1 de Julho, em vigor.
Cooperativa na Hora via net a partir de hoje
"Cooperativa na Hora" é mais uma medida do Simplex, programa tutelado pela ministra Maria Manuel Leitão Marques, a quem António Costa ofereceu uma vaca com asas.
Pedro Elias
Lusa 01 de julho de 2017 às 09:18

Até agora, particulares e empresas que quisessem constituir uma cooperativa necessitavam de um certificado de admissibilidade de denominação, de reduzir a escrito a constituição e de proceder ao seu registo.

 

O projecto "Cooperativa na Hora" chegou a estar previsto no início de 2011, quando o governo liderado por José Sócrates anunciou o compromisso de apresentar ao Conselho Nacional para a Economia Social (CNES), mas o projecto não chegou a concretizar-se.

 

No preâmbulo do decreto-lei que criou a Cooperativa na Hora, o Governo explica que os serviços competentes para efectivar o novo procedimento "devem iniciar e concluir a sua tramitação no mesmo dia".

 

No diploma, determina-se ainda que a informação do registo comercial passa a estar disponível através da certidão permanente da cooperativa, acessível gratuitamente pela internet por três meses, e da comunicação aos interessados do número de identificação na Segurança Social da cooperativa.

 

A medida "Cooperativa na Hora" vai permitir, segundo o diploma, aceder também "a outros serviços úteis" aos cidadãos, como a criação automática de um registo de domínio na Internet a partir da denominação da cooperativa.

 

"Desta forma, a cooperativa criada passa a poder usufruir, desde logo, do acesso a ferramentas tecnológicas indispensáveis ao desenvolvimento das suas atribuições, como o endereço de correio electrónico ou uma página na Internet num curto espaço de tempo", lê-se no preâmbulo do diploma, previsto nas medidas do Simplex.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Sejamos sérios. Queremos números de excedentários despedidos. Hoje em dia, reformas destas não se fazem sem substituir factor trabalho por factor capital e sem reduzir a quantidade líquida de factor trabalho alocado e aumentar a quantidade líquida de factor capital alocado. É dos livros, é dos mercados, é da vida.

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Anónimo Há 2 semanas

Esta modernização é salutar. Mas qual o número de colaboradores que por via desta modernização irão ver o seu posto de trabalho extinto? Isso é o que o contribuinte quer saber, porque usar as plataformas digitais online e mobile já sabe há muito tempo. Veja-se aqui no JN por exemplo. Até a maior besta neoludita ou sindicalista já desenvolveu competências na óptica do utilizador em relação a todos estes sistemas digitais e é fã assumido. Pelo que não se compreende porque é que os agregados familiares têm que continuar a pagar os custos do excedentarismo de carreira sindicalizado.

Anónimo Há 2 semanas

Caros jornalistas, na Austrália e territórios equiparáveis, já se faz disto no sector público, da administração central à local. São economias e sociedades mais avançadas, que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm emigração forçada e em massa à saída da faculdade, não têm pobres full-time a ordenado mínimo, etc. "...there has been a significant investment in technology to drive a much more contemporary and responsive workforce," www.bordermail.com.au/story/3919912/council-job-cuts-a-slap-in-the-face/

Anónimo Há 2 semanas

O Jornal de Negócios que foque a sua atenção para os bons exemplos que nos chegam das sociedades e economias mais prósperas e avançadas:
Reino Unido, Primeiro Mundo (2015): "Job cuts to shrink civil service to 1940s size" https://www.thetimes.co.uk/article/job-cuts-to-shrink-civil-service-to-1940s-size-5blwv2z6qmd
EUA, Primeiro Mundo (2014): "The Federal Government Now Employs the Fewest People Since 1966" https://blogs.wsj.com/economics/2014/11/07/the-federal-government-now-employs-the-fewest-people-since-1966/
Austrália, Primeiro Mundo (2016): “The intention of this reform is to streamline administration and governance arrangements and consolidate government agencies, bodies, boards and committees,” www.dailytelegraph.com.au/news/nsw/treasurer-gladys-berejiklians-plan-for-public-service-job-cuts-to-streamline-departments/news-story/7c73fcba059e7f8ee8102112c9f63850

Anónimo Há 2 semanas

Depois das falências de municípios, algumas empresas industriais e instituições financeiras de renome nos Estados Unidos da América, a que se juntaram alguns resgates governamentais, motivadas pelo excedentarismo e a sobrecapacidade que eram o reflexo da excessiva rigidez atingida nos mercados de factores produtivos ligados a estes sectores, negócios e cidades nos Estados Unidos da América aprenderam a fazer mais com menos factor trabalho alocado. Este processo ainda não terminou. Continua a passo acelerado. Em Portugal e Grécia, pelo contrário, ainda nem começou. O excessivo peso do turismo e da administração pública nessas economias, a par dos baixos níveis de transparência, não ajudarão certamente. Mas algo terá que ser feito nesse sentido. O sentido do progresso que conduz à equidade, sustentabilidade e prosperidade. “Businesses and cities have learned to make do with fewer people.” https://blogs.wsj.com/economics/2013/10/23/u-s-cities-still-reeling-from-great-recession/

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